sábado, 11 de junho de 2016

Pastor passa com carro sobre fiéis para “demonstrar poder do Espírito Santo”


Pastor passa com carro sobre fiéis para “demonstrar poder do Espírito Santo”O controverso pastor Penuel Mnguni voltou a causar alvoroço na África do Sul com seus ensinamentos. No passado, ele ensinou os fiéis a tirarem as roupas para que ele pudesse sentar sobre seus corpos e então orar por elas por cura. Também já ofereceu cobras vivas em um culto dizendo que “pela fé”, elas se transformarão milagrosamente em chocolate.

Agora, ele postou em seu perfil do Facebook fotos de uma reunião ao ar livre onde ele passa com seu carro sobre duas pessoas que estão deitadas na rua. As imagens foram feitas em frente ao estádio Kameelrivier, onde ocorreu uma de suas cruzadas.
No texto que acompanha as fotos, ele explica que trata-se de uma “demonstração de poder”. Ele teria ordenado que os homens caíssem no sono. Quando estava com o carro sobre seus corpos, mandou que eles acordassem. Depois de passar por cima dos fiéis, perguntou se eles sentiram alguma dor e a resposta foi “nós não sentimos nada”.
Fiéis esperando pelo carro.

Não satisfeito, o pastor deu marcha a ré, passando novamente sobre eles. Para espanto dos presentes, os homens se levantaram e começaram a dançar e louvar a Deus. Segundo o relato na rede social, a demonstração de fé serviu para comprovar que o cristão tem em si “o poder e a habilidade dados pelo Espírito Santo de Deus”.
Afirmando ser um ‘profeta’, Penuel dirige o ministério “Discípulos do Final dos Tempos”. Ele se diz perseguido. Ele está sendo investigado pela Comissão para os Direitos Culturais, Religiosos e Linguísticos da África do Sul (CRL Rights Commission).
As autoridades estão exigindo que vários líderes religiosos respondam judicialmente pela“comercialização de religião e abuso de crença”. Com informações de News24

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Governo Temer revisa voto na ONU e fica ao lado de Israel


Governo Temer revisa voto na ONU e fica ao lado de IsraelA mudança de governo não está mostrando mudanças de postura apenas no Brasil. O Itamaraty, agora comandado por José Serra, decidiu mudar o voto brasileiro na 199ª Sessão da Unesco, realizada em abril.

Na ocasião, foi debatido os direitos pelo patrimônio culturalnos territórios conquistados por Israel na Guerra dos Seis Dias. O texto, que era abertamente pró-palestinos, foi aprovado por 33 votos a favor (incluindo o do Brasil). Houve ainda dezessete abstenções e duas ausências. Os votos contrários agora são sete. A França também voltou atrás neste voto.
Embora seja insuficiente para mudar a decisão do órgão das Nações Unidas que cuida da cultura, a postura mostra uma ruptura com a relação Brasil-Israel tão fragilizada durante os governos petistas.
A nova postura do Itamaraty fica clara na nota oficial: “O fato de que a decisão não faça referência expressa aos vínculos históricos do povo judeu com Jerusalém, particularmente o Muro Ocidental, santuário mais sagrado do judaísmo, é um erro, que torna o texto parcial e desequilibrado”.
O governo brasileiro deixou clara sua posição mais amigável em relação a Israel na nota emitida ontem (8).
“O governo brasileiro condena o covarde ataque terrorista que deixou ao menos quatro mortos hoje em Tel Aviv. Ao transmitir seus pêsames aos familiares dos mortos e sua solidariedade com o povo e o governo de Israel, o Brasil reitera seu firme repúdio a todas as formas de terrorismo, qualquer que seja sua motivação”, diz o documento.

Ruptura nos governos petistas

Embora dê sinais de reaproximação, o governo brasileiro ainda não desfez o imbróglio diplomático de Dilma Rousseff, que deixou Israel sem embaixador em Brasília desde o início do ano. 
O distanciamento das relação começou durante o governo Lula. Em 2010, foram enviados 10 milhões de dólares do erário público para o grupo político Hamas, que governa Gaza e é considerado uma organização terrorista. Foi justamente o Hamas quem assumiu a autoria do atentado desta semana em Tel Aviv.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Cristãos só podem ir uma vez por ano à igreja em território turco


Cristãos só podem ir uma vez por ano à igreja em território turcoOs cristãos que vivem no norte da ilha de Chipre, no território controlado pela Turquia, somente poderão frequentar a igreja uma vez por ano: no Natal ou na Páscoa.

O governo turco afirma que a decisão foi tomada por motivos de segurança, mas a ONU afirma estar seriamente preocupada com o efeito disso. Acreditam tratar-se de uma restrição da liberdade de culto.
Desde o fim da guerra 1974 entre Grécia e Turquia, a parte norte de Chipre ficou sob controle turco e a maioria da população é muçulmana. As igrejas cristãs foram quase todas destruídas.
Os cristãos de origem grega vivem majoritariamente no sul do país, mas desde 2013 muitos migraram para o norte por causa da crise grega. A divisão entre as duas partes da ilha faz dessa nação um dos lugares mais politicamente controversos do mundo.
Mustafa Lakadamyali, subsecretário do Ministério das Relações Exteriores, afirma que a restrição foi imposta para evitar “a exploração da direita religiosa”, alegando que as autoridades não podem oferecer segurança aos frequentadores das igrejas.
Após reunião com autoridades turcas, Espen Barth Eide, representante da ONU, afirmou que não concorda com “a nova política restritiva” da Turquia. Uma organização não-governamental (ONG) que trabalha na região também criticou a decisão, descrevendo-o como um “duro golpe” na comunidade cristã do Chipre. Com informações Gospel Herald

Nova secretária de mulheres é evangélica e contra o aborto


    Deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP)
    Deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP)
  • Apresentada nesta terça-feira, 31, como a nova gestora da Secretaria de Políticas para Mulheres, a ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) é evangélica e não concorda com a descriminalização do aborto. Ela já se manifestou contra o procedimento inclusive em casos de estupro, o que é permitido por lei no Brasil desde 1984.
Com perfil que destoa das posturas de suas antecessoras - que tinham pautas mais liberais e alinhadas às do movimento feminista - a nova secretária, socióloga e deputada federal por 20 anos, de 1991 a 2011, não levanta "bandeiras contrárias aos valores bíblicos", como o aborto e a constituição livre de família. Ela assume o cargo dias após o caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro, que motivou protestos de mulheres em todo o País.
As opiniões de Pelaes não vêm desde sempre. Em entrevista à editora Casa Publicadora das Assembleias de Deus, publicada três anos atrás, ela afirma que até 2002 defendia a descriminalização do aborto e não via a família como um projeto de Deus. Depois disso, porém, "conheceu Jesus" e passou a dizer que "o direito de viver tem que ser dado para todos".
Em um relato proferido na Câmara durante discussão do Estatuto do Nascituro, em 2010, Pelaes contou que ela própria foi gerada a partir de um "abuso" que a mãe sofreu enquanto estava presa "por crime passional". "Hoje estou aqui podendo dizer que a vida começa na hora da concepção sim", afirmou, referindo-se ao fato de que, se sua mãe tivesse feito um aborto, "ela não estaria aqui hoje". Sobre sua mudança de posicionamento, afirmou ter sido "curada".
A ex-deputada, presidente do núcleo feminino do PMDB, foi escolhida pelo presidente em exercício, Michel Temer, após sugestão da bancada feminina da Câmara. Na gestão de Dilma Rousseff, a secretaria tinha status de ministério, mas atualmente está subordinada ao Ministério da Justiça e Cidadania. Derrotada nas eleições de 2014, Fátima Pelaes ficou até abril deste ano no cargo de diretora administrativa da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), sendo exonerada por Dilma depois que o PMDB rompeu com o governo.

Dinheiro

Fátima Pelaes também esteve envolvida em um escândalo sobre desvios de dinheiro público do Ministério do Turismo, em 2011. Em depoimento à Polícia Federal, uma sócia da Conectur - empresa fantasma que, na verdade, funcionava em uma igreja evangélica - disse que a então deputada teria embolsado recursos de emendas para financiar sua campanha à reeleição. Ela nega.
Ela ainda não foi oficialmente nomeada, mas participou nesta terça de seu primeiro evento na gestão Temer. Ela dividiu a mesa com o presidente em exercício e com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em uma reunião com os secretários de segurança dos Estados e do DF para definir reforços nas medidas de combate à violência doméstica.
Fonte: Uol