domingo, 30 de outubro de 2011

A TRANSFORMAÇÃO DA FÉ EM PRODUTO

Em um artigo publicado no Jornal Valor Econômico, o Pastor Ed René Kivitz, líder da Igreja Batista da Água Branca analisou que a fé foi transformada em produto: “Vivemos os dias da religião sob medida, montada por consciências individuais que misturam os ingredientes disponíveis nas prateleiras do mercador religioso”, escreveu Ed René.
No artigo, Ed René aborda o tema da experiência pessoal com Deus. Ele afirma que a sociedade passou a não se submeter mais aos dogmas religiosos e à interpretação bíblica de líderes. “A sociedade moderna não abandonou Deus, mas colocou seus intérpretes e seus representantes coletivos sob judice”.
Na Europa, a diminuição do cristianismo está ligada diretamente a mudança no padrão de qualidade de vida, e atualmente a igreja já não faz parte do cotidiano das pessoas. Outro fator que se soma a isso é o crescimento do islamismo, que acontece pela necessidade de mão de obra, importada de países com tradição islâmica.
O assunto tem chamado bastante atenção e será tema da conferência internacional “Valores da Europa”, organizada pela Universidade de Tilburg, Holanda. Teólogos, antropólogos e outros estudiosos participarão do evento, que terá dois temas centrais: religião e a diversidade étnica e cristãos X muçulmanos. “O discernimento pessoal e um olhar mais crítico nos levam a questionar os fundamentos da fé e as explicações religiosas do mundo”, avalia Fréderic Lenoir, sociólogo especializado em religião.

“A igreja é chata”. Segundo pesquisa desenvolvida durante cinco anos pelo Barna Group, com jovens, adultos, adolescentes, pastores evangélicos jovens e pastores mais idosos, um dos pontos que estão ligados ao declínio do cristianismo é a dificuldade de se comunicar com os jovens em uma linguagem que eles compreendam, e o fato de as igrejas se recusarem a debater assuntos polêmicos: 25% dos jovens entrevistados, com idade entre 18 e 29 anos, afirmaram que “os cristãos demonizam tudo que não tem a ver com a igreja”; 22% reclamaram do descaso da igreja com problemas da sociedade; 18% contaram que seus líderes parecem mais preocupados em “apontar impactos negativos de filmes, músicas e videogames” ao invés de tornar suas experiências com Deus mais intensas; 25% acreditam que “o cristianismo é contra a ciência”, e por fim, 30% declararam que “os cristãos parecem confiar no fato de que conhecem todas as respostas”. Em geral, o relatório da pesquisa aponta para o fato de que os jovens ficam com a nítida impressão de que a igreja não acolhe bem os questionamentos feitos por eles.
Essa pesquisa foi feita em países europeus, e, portanto, reflete a realidade de jovens que vivem em países de Primeiro Mundo. No artigo escrito por Ed René Kivitz, ele afirma que nos países de Terceiro Mundo “a religião nunca saiu de moda. Conceitos como modernidade e pós-modernidade passam longe dos dilemas de quem vive na miséria extrema”.
O aumento da população urbana também é um fator que influência nesse afastamento. Frédéric Lenoir ressalta que “nas cidades, as pessoas não conhecem o vizinho, os filhos vão estudar longe de casa e se distanciam dos moldes tradicionais. Esse tipo de comportamento fragiliza a transmissão da fé”.
A evolução científica, que trouxe mais conforto, porém não solucionou problemas como guerras, fome e justiça, Ed René analisa que na prática, o resultado é um grande prejuízo às tradições. “O saldo da modernidade é o rompimento com as instituições sociais religiosas e o abandono da pessoa à sua própria consciência e à mercê de sua liberdade”, Kivitz. Segundo ele, por esse motivo a sociedade, decepcionada com a modernidade e suas promessas “voltam a correr para as categorias do sagrado, do transcendente do divino”. Para o teólogo, “o atual retrato da fé permite a afirmação de que, se é verdade que as instituições religiosas estão abaladas, Deus continua vivo como sempre, e adorado – e idolatrado – como nunca”.

sábado, 29 de outubro de 2011

As Mulheres na Reforma Protestante


Duas mulheres na Reforma Protestante

Marie Dentière (Tournai, 1495 – Genebra, 1561), também conhecida como Marie d'Ennetieres, foi uma teóloga e reformadora protestante belga. Teve um papel ativo na reforma religiosa e política de Genebra, especialmente no fechamento de conventos e pregando junto a João Calvino e Guilheme Farel. Seu segundo marido, Antônio Froment, também foi um ativo reformador. Além disso, seus trabalhos em favor da Reforma e seus escritos são considerados uma defesa da perspectiva feminina em um mundo que passava por rápidas e drásticas transformações em pouco tempo. É de sua autoria uma das frases mais importantes da época: “Passei muito tempo na escuridão da hipocrisia. Somente Deus foi capaz de fazer-me enxergar minha condição e conduzir-me à luz verdadeira”. Seu segundo marido, Antoine Froment, também foi um ativo reformador.
A maior parte dos primeiros anos de vida de Marie Dentière não é conhecida. Nasceu em uma família relativamente abastada e ingressou bem jovem em um convento agostiniano. Foi eleita abadessa, mas, devido às pregações de Martinho Lutero contra a vida monástica, abandonou sua posição e uniu-se à Reforma. Fugiu para Estrasburgo para escapar da perseguição. Esta cidade prontamente se converteu em um conhecido refúgio dos protestantes da época.
Durante sua estadia em Estrasburgo casou-se em 1528 com Simão Roberto, um jovem ministro, com quem teria dois filhos. Ele faleceu em 1533, cinco anos após o casamento. Viúva, casou-se com Antônio Froment, também pregador, que acompanhava a Guilherme Farel em Genebra. A pregação pública de Marie Dentière irritou Farel e Calvino, provocando uma forte discussão entre os três reformadores.
A pregação de Marie Dentière destaca a importância de reformar as crenças religiosas da época, mas também a necessidade de ampliar o papel das mulheres na religião. Para Marie Dentière, as mulheres e os homens estão igualmente qualificados para interpretas as Sagradas Escrituras e os aspectos práticos da fé.
Na Genebra de 1536, devido à bem-sucedida rebelião contra o Duque de Savóia e o arcebispo, Marie Dentière compôs “A guerra e a libertação da cidade de Genebra”, publicado anonimamente. O escrito chamava os genebrinos a unirem-se à Reforma.
Em 1539, Dentiére escreveu uma carta aberta a Margarita de Navarra, irmã do Rei da França, Francisco I, intitulada Espistre tres utile (O título completo em português é "Epístola muito útil, escrita y composta por uma mulher cristã de Tournay, enviada ao Reino de Navarra, irmã do Rei da França, contra os turcos, judeus, infiéis, falsos cristãos, anabatistas e luteranos"). Na carta, ela incitava a expulsão do clero católico da França e criticava a estupidez dos protestantes que obrigaram a Calvino e Farel a abandonar Genebra. A carta foi rapidamente proibida por seu teor abertamente subversivo.
Apesar da qualidade de seus escritos teológicos, Marie Dentière sofreu perseguição e incompreensão tanto por parte das autoridades católicas como pelos próprios reformadores genebrinos, que impediram a publicação de qualquer texto escrito por uma mulher na cidade durante o resto do século XVI.
Em 3 de novembro de 2002 seu nome foi gravado no Monumento Internacional da Reforma, em Genebra, por sua contribuição à história e à teologia da Reforma, tornando-se a primeira mulher a receber tal reconhecimento.

Catarina (Katharina) von Bora (Lippendorf, 29 de janeiro de 1499 – † Torgau, 20 de dezembro de 1552) foi uma freira católica cisterciense alemã.
Em 13 de Junho de 1525, casou-se com Martinho Lutero, líder da Reforma Protestante.
Dos seis filhos de Martinho Lutero e Catarina von Bora, Margaretha foi a única que manteve a linhagem até os dias de hoje. Um descendente ilustre da família Lutero é o ex-presidente alemão Paul von Hindenburg.
A magra Catarina Von Bora tinha apenas cinco anos de idade quando foi deixada por seu pai nos portões da escola do convento beneditino na cidade de Brehna, na Alemanha. Como a mãe dela havia morrido, e seu pai logo se casaria, uma filha pequena era um peso muito grande, e seu pai achou que no convento ela pelo menos receberia uma boa educação. Mesmo não tendo planejado para si o estilo de vida de uma freira, Catarina passou a se submeter à rigorosa rotina vivida diariamente nos conventos.
Ela foi educada por um professor e aprendeu latim numa época em que as mulheres não conseguiam ler nem mesmo a própria língua. Também aprendeu a cozinhar, costurar e a cuidar de jardins. Orava sem parar e participava dos cultos na igreja todos os dias. Mas quando Catarina tinha seus vinte e poucos anos, os ensinos de um homem chamado Martinho Lutero começaram a penetrar pelas paredes do convento. (Lutero era um ex-monge que havia deixado o monastério quando entendeu mediante seus estudos na Palavra de Deus, que os homens eram salvos pela graça por meio da fé, e não por penitência, boas obras ou serviço para a igreja.)
Às vésperas da Páscoa de 1523 Catarina e outras onze irmãs escaparam do convento escondidas na carruagem de um mercador chamado Leonard Koppe. Três delas voltaram para seus lares e as outras nove foram levadas a Wittenberg, onde o próprio Lutero esperava encontrar casas, marido e emprego para elas. Com o passar do tempo todas já haviam se estabelecido e encontrado um marido, menos uma – Catarina Von Bora. Ela havia se apaixonado por um jovem, mas os pais dele se recusaram a deixar que o casamento acontecesse por causa de seu passado como ex-freira. Ela ficou desolada. Lutero propôs que ela se casasse com outra pessoa, mas ela recusou o homem sugerido. Ela não estava sendo difícil, apesar de Lutero pensar assim.
Quando um amigo de Lutero veio para uma visita, Catarina sinalizou para ele que Lutero seria o tipo de marido que ela aceitaria – apesar da diferença de idade entre ambos, que era de quase dezesseis anos e apesar de Lutero dizer que não se casaria. Quando Lutero escutou as palavras de Catarina, não as encarou com seriedade, mas contou aos pais dele num dia em que foi visitá-los. Ao invés de rir, o pai de Lutero começou a pensar sobre o fato. Lutero já não era tão jovem, e seu pai ainda tinha esperanças de realizar o sonho de ser avô! Aquilo tudo que começou como uma piada, foi ficando cada vez mais sério para Lutero. Casando-se com Catarina, Lutero lhe daria o status de que precisava, daria testemunho da fé que cria mesmo contra a vontade do papa, e daria alegria e conforto ao seu velho pai. Então no dia 13 de junho de 1525, o ex-monge se casou com a ex-freira.
Catarina abriu as portas da sua casa pra que monges, freiras, padres que escancaravam seus corações pra verdade de Deus e se tornavam adeptos da Reforma se refugiassem, mesmo sabendo que estavam entrando num tempo de perseguição e isso pudesse resultar numa invasão ao seu lar. Existiram vezes, que 25 pessoas moravam em sua casa, sem contar ela, Lutero, as crianças e os 11 órfão de quem cuidavam!
Lutero nunca se negava a ajudar um necessitado. Sempre oferecia dinheiro a quem precisava e logo logo, acabou com as lindas porcelanas que Catarina ganhou de presente de casamento, vendendo para conseguir dinheiro e abençoar aqueles que lutavam pela causa da graça de Cristo!
Além de todas essas coisas Catarina ainda esteve ao lado de Lutero em um dos momentos mais difíceis de sua vida, se não o mais: a morte de uma de suas filhinhas.
Katy cuidou de Hans Lutero, seu primeiro filho, ao mesmo tempo em que seu esposo passava por uma terrível depressão. Ela se sentava ao seu lado e lia a Bíblia pra ele edificando seu coração. Conciliou as tarefas da casa, de hospedagem, mãe, esposa com a árdua tarefa de ajudar Lutero na tradução das escrituras para o alemão. Ouvia os desabafos de Martinho e sabia que cada vez que ele saia para pregar podia não o ver voltar, pois quanto mais pregava, mais inimigos Lutero ganhava. Expandir o Reino e as verdades bíblicas significava para Catarina poder ficar viúva. Mas ela sempre o encorajava: “Deus cuidará de nós. Não tema! Pregue!”.
Ela realmente é admirável. Sua postura permitia Lutero pregar livremente e arriscar sua vida pela Verdade!
“Catarina não escreveu nenhum livro nem pregou nenhum sermão, mas sua inestimável ajuda possibilitou que o marido fizesse isso. Ela foi um grande apoio pra ele.” Como Lutero mesmo disse a um amigo: “Minha querida Katy me mantém jovem e em boa forma também (risos). Sem ela eu ficaria totalmente perdido. Ela aceita bem minhas viagens e, quando volto, está sempre me esperando. Cuida de mim nas depressões. Suporta meus acessos de cólera. Ela me ajuda em meu trabalho e, acima de tudo ama a Jesus. Depois de Jesus, ela é o melhor presente que Deus em deu em toda a vida... Se um dia escreverem a história da Reforma da Igreja espero que o nome dela apareça junto ao meu e oro por isso”.
Tudo que Catarina Lutero falou ao ouvir isso foi: “Tudo que tenho sido é esposa e mãe e acho que uma das mais felizes de toda a Alemanha!”.
O casal teve seis filhos e ainda adotou mais quatro. A família era considerada modelo na Alemanha. Lutero chamava sua esposa de "estrela da manhã de Wittinberg". Katie viveu por mais seis anos após a morte do esposo em 1546.
Lutero ficaria decepcionado ao saber que o nome da esposa nunca é citado quando o assunto é Reforma da Igreja, mas aos mais sensatos nunca ficará esquecido o ditado reformado: "Ao lado de um grande homem, há sempre uma grande mulher" por isso, Katarina Van Bora marcou presença na história. Ela entendeu que ser mulher significa poder mudar o mundo! E o fez.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

REFORMA PROTESTANTE. "DIA 31 DE OUTUBRO COMEMORA-SE 494 ANOS"


A REFORMA PROTESTANTE


Martinho Lutero (1483-1546) nasceu em Eisleben, na Saxônia, sendo filho de um empreiteiro de minas que atingiu certa prosperidade econômica. Influenciado pelo pai, ingressou em 1501 na Universidade de Erfurt, para estudar direito, mas seu temperamento inclinava-o à vida religiosa, Em 1505, após quase ter morrido em uma violenta tempestade, ingressou na Ordem dos Monges Agostinianos, cumprindo promessa feita a Santa Ana.


Estudioso sério, metódico e aplicado, Lutero conquistou prestígio intelectual, tornando-se, em 1508, professor da Universidade de Wittenberg. Em 1510, viajou a Roma, de onde regressou decepcionado com o clima de corrupção que percebera no alto clero, Nos anos de 1511 a 1513, aprofundou-se nos estudos teológicos, ate que começaram a amadurecer em seu espírito as idéias para a criação de uma nova doutrina religiosa. Nas epístolas de São Paulo, encontrou uma frase que lhe paraceu fundamental: "o justo se salvará pela fé". Concluiu Lutero que o homem, corrompido em razão do pecado original, só poderia salvar-se pela fé incondicional em Deus. Somente a fé, e não as obras praticadas, seria o único instrumento capaz de justificar os pecados e de conduzir à salvação, graças à misericórdia divina. Em 1517, eclodiu o incidente que provocaria o rompimento entre Lutero e a Igreja Católica, girando em torno do episódio conhecido como venda de indulgências. Tendo como o objetivo arrecadar fundos para financiar a reconstrução da Basílica de São Pedro, o Papa Leão X permitiu que se concedessem indulgências (perdão dos pecados) a todos os fieis que contribuíssem financeiramente com a Igreja. Escandalizado com essa salvação comprada a dinheiro, Lutero afixou na porta da Igreja de Wittenberg um manifesto público ( as 95 teses), em que protestava contra a atitude do Papa e expunha os elementos de sua doutrina. Iniciava-se, então, uma longa discussão entre Lutero e as autoridades eclesiásticas, culminando com sua excomunhão pelo Papa, em 1520. Demonstrando descaso e revolta diante da Igreja, Lutero queimou em praça pública a bula Papal Exsurge dimine, que o condenava.



“Martinho Lutero era um monge agostiniano, de origem pequeno-burguesa, da região da Saxônia. Um homem pessoalmente angustiado e com tendências ao misticismo. Seu rompimento com a igreja católica deu-se em razão da venda de indulgências. Para concluir a construção da Basílica de São Pedro, o papa Leão X (1513-1521) determinou a venda de indulgências para toda a cristandade e encarregou o dominicano Tetzel de comerciá-las na Alemanha”.


Venda de Indulgências

Lutero protestou violentamente contra tal comércio e, em 1517, afixou na porta da igreja de Wittenberg, onde era mestre e pregador, 95 proposições onde, entre outras coisas, condenava a prática vergonhosa da venda de indulgências. O papa Leão X exigiu uma retratação, sempre recusada.


Lutero foi excomungado e reagiu imediatamente, queimando em público a bula papal (documento de excomunhão)

Frederico, príncipe eleito da Saxônia e protetor de Lutero, recolheu-o em seu castelo, onde o pensador religioso desenvolveu suas idéias. As principais foram:

• A justificação pela fé, pela qual as aparências têm valor secundário. A única coisa que salva o homem é a fé. Sem ela, de nada valem as obras de piedade, os preceitos e as regras. O homem está só diante de Deus, sem intermediários: Deus estende ao homem sua graça e salvação; o homem estende para Deus sua fé.

• Por isso a Igreja não tem função, o papa é um impostor, a hierarquia eclesiástica, uma inutilidade.

• Outra idéia de Lutero era o livre-exame. A Igreja era considerada incompetente para salvar o homem; por isso sua interpretação das Sagradas Escrituras não era válida: Lutero queria que todos os homens tivessem acesso à Bíblia (por isso a traduziu do latim para o alemão). Todo homem poderia interpretar a Bíblia segundo sua própria consciência, emancipando-se no plano da ideologia religiosa.


A REBELIÃO DOS NOBRES E DOS POBRES


Os nobres alemães viram nas propostas de Lutero uma oportunidade para se apoderarem dos ricos domínios da igreja católica na Alemanha, Assim, o grão-mestre da Ordem Teutônica, uma ordem religiosa, converteu-se ao luteranismo e secularizou (confiscou) os bens da ordem; além deste, outros nobres também se converteram, como os senhores do Saxe, de Brandemburgo e de Hesse.

Em 1522 os cavaleiros do império, camada social que se achava em processo de decadência, resolveram atacar vários principados eclesiásticos para se aposarem das terras e fortalecer sua posição na sociedade alemã. A nobreza católica reagiu, apoiada inclusive por alguns nobres luteranos, que se sentiam ameaçados em seus interesses. Em 1523 a rebelião foi esmagada. Aproveitando a derrota dos cavaleiros, os camponeses da Alemanha central e meridional iniciaram, em 1524, uma rebelião.

Lutavam pelo fim da servidão camponesa e pela igualdade de condições dos camponeses com o clero e a nobreza.

Nestas lutas destacou-se Thomas Münzer, que, influenciado pelas doutrinas de Lutero, clamava pelo extermínio dos ateus, dos sacerdotes e da nobreza fundiária. Lutero, entretanto, repudiou este levante, recomendando aos nobres que derrotassem os camponeses, exterminando-os como “cães raivosos”.


Saque de um mosteiro realizado pelos camponeses em 1924


A nobreza alemã organizou um grande exército, composto por católicos, protestantes, burgueses e padres e, em maio de 1525, eliminou mais de 100 mil camponeses, inclusive Thomas Münzer. As idéias deste homem geraram uma nova seita, mais radical que a luterana: os anabatistas.

Os elementos mais conservadores da sociedade alemã saíram fortalecidos desta repressão aos camponeses, o que ajudou a manter o atraso na região, impedindo a formação de uma monarquia forte e centralizada. "1




A reforma protestante e a Igreja Católica


Durante a Idade Média, a Igreja Católica foi objeto de diversos movimentos que se propunham a reformar suas estruturas, corrigindo abusos do clero e recuperando a pureza original do Cristianismo. Entretanto, todos os autores dessas reformas - papas, bispos, fundadores de ordens religiosas - sempre foram pessoas pertencentes aos quadros da Igreja e incapazes de desligar-se dessa instituição, por mais que dela discordassem. Enfim, queriam arrumar a casa e não construir outra.


No final da Idade Média, entretanto, as insatisfações religiosas contra a Igreja acumulam-se de tal maneira que desembocaram num movimento de ruptura: a Reforma do século XVI. As graves críticas apresentadas contra a Igreja já não permitiam apenas arrumar internamente a casa. Os reformistas romperam definitivamente com a Igreja Católica, provocando a quebra efetiva da unidade do pensamento ocidental cristão.


A reforma representou um dos movimentos históricos fundamentais que marcaram o início dos tempos modernos, sendo motivada por um complexo conjunto de causas que ultrapassaram os limites da mera contestação religiosa à Igreja Católica. Isso porque o homem do século XVI refletia, no plano da religião, toda uma série de descontentamentos que se referiam às suas condições de vida material, tanto no plano político como no social ou no econômico.



AS PRINCIPAIS CAUSAS DA REFORMA


Existe todo um conjunto de causas religiosas, sócio-econômicas e políticas que ajudam a entender a Reforma.




CAUSAS RELIGIOSAS


Um clima de reflexão crítica e de inquietação espiritual espalhou-se entre diversos cristãos europeus. Com a utilização da imprensa, aumentou o número de exemplares da Bíblia disponíveis aos estudiosos. A divulgação da Bíblia e de outras obras religiosas contribuiu para a formação de uma vontade mais pessoal de entender as verdades divinas, sem a intermediação dos padres. Desse novo espírito de interiorização e individualização da religião, que levou ao livre exame das Escrituras, surgiram diferentes interpretações da doutrina cristã. Nesse sentido, podemos citar, por exemplo, uma corrente religiosa que, buscando apoio na obra de Santo Agostinho, afirmava que a salvação do homem somente era alcançada pela fé. Essas idéias opunham-se à posição oficial da Igreja, baseada em Santo Tomás de Aquino, pela qual a salvação do homem era alcançada pela fé e pelas boas obras.


Analisando o comportamento do clero, esses cristãos passaram a condenar energicamente uma série de abusos e de corrupções que estavam sendo praticados. (O alto clero de Roma estimulava inúmeros negócios envolvendo a religião, como, por exemplo, o comércio de relíquias sagradas espinhos que coroaram a fronte de Cristo, panos que embeberam o sangue de seu rosto, objetos pessoais dos Santos etc.). Além do comércio de relíquias sagradas, a Igreja passou a vender indulgências, isto é, o perdão dos pecados. Assim, mediante certo pagamento destinado a financiar obras da Igreja, os fiéis poderiam comprar a sua salvação.


No plano moral, a situação de inúmeros membros da Igreja também era lastimável, sendo o objeto de várias críticas. Multiplicavam-se os casos de padres envolvidos em escândalos amorosos, de monges que viviam bêbados como vagabundos e de bispos que somente acumulavam riquezas pessoais, vendiam os sacramentos e pouco se importavam com a religião.




CAUSAS SÓCIO-ECONÔMICAS


A concepção teológica da igreja, desenvolvida durante o Período Medieval, estava adaptada ao sistema feudal, que se baseava na economia fechada e na auto-suficiência dos feudos, onde o comércio subsistia apenas como atividade marginal. Por isso, a teologia tradicional católica condenava a obtenção do lucro excessivo, da usura, nas operações de comércio, defendendo a prática do preço justo.


Com o início dos tempos modernos, desenvolveu-se a expansão marítima e comercial, e dentro desse novo contexto a moral econômica da Igreja começou a entrar em choque com a atividade da grande burguesia. Essa classe, empenhada em desenvolver ao máximo as atividades comerciais, sentia-se incomodada com as concepções tradicionais da Igreja, que taxava de pecado a busca impetuosa do lucro. Assim, essa burguesia começou a sentir necessidade de uma nova ética religiosa, mais adequada ao espírito do capitalismo comercial. Essa necessidade ideológica da burguesia foi satisfeita, em grande parte, com a ética protestante, que surgiria com a Reforma. Convém frisar, entretanto, que nem todos os líderes reformistas estavam dispostos a incentivar as práticas do capitalismo. É o caso, por exemplo, de Lutero, que condenava severamente o luxo e a usura, propondo para os cristãos um ideal de vida modesto, em que não existiria a ansiedade pelo lucro e a vaidade pelas riquezas materiais.



CAUSAS POLÍTICAS


O século XVI foi um período de fortalecimento das monarquias nacionais. A Igreja Católica, com sede em Roma e falando latim, apresentava-se como instituição de caráter universal, sendo um fator de unidade do mundo cristão. Essas noções, entretanto, perdiam força, na medida em que os sentimentos nacionais desenvolviam-se com grande vigor. Cada Estado, com sua monarquia, sua língua, seu povo e suas tradições, estava mais interessado em auto afirmar-se enquanto nação do que em fazer parte de uma cristandade obediente à Igreja. Opondo-se ao papado e ao comando centralizador da Igreja Católica, a Reforma religiosa atendia aos anseios nacionalistas, permitindo a autonomia de Igrejas nacionais.



A DOUTRINA LUTERANA


Vejamos, rapidamente, uma síntese dos principais pontos da doutrina luterana:


.Igreja: proclamava a criação de Igrejas nacionais autônomas. O trabalho religioso poderia ser feito por pessoas não obrigadas ao celibato sacerdotal (obrigação de casar). Lutero aceitava a dependência da Igreja ao Estado. O idioma das cerimônias religiosas deveria ser aquele de cada nação e não o latim, que era o idioma oficial das cerimônias católicas.


.Rito Religioso: a cerimônia religiosa deveria obedecer a ritos mais simples, reduzindo a pompa existente nos cultos católicos. Santos e imagens foram abolidos.


.Livro Sagrado: A Bíblia era o livro sagrado do Luteranismo, representando a única fonte da fé. Sua leitura e interpretação deveriam se feitas por todos os cristãos. Lutero, em 1534, traduziu para o alemão um original grego da Bíblia.


.Salvação Humana: O homem se salva pela fé em Deu e não pelas obras que pratica.


.Sacramentos: preservaram-se como sacramentos básicos o batismo e a eucaristia.




A EXPANSÃO DO LUTERANISMO


Paralelamente aos problemas meramente religiosos, houve uma série de fatores sociais e econômicos que favoreceram a difusão das idéias de Lutero na Alemanha. Destacam-se, entre eles, o fato de grande parte das terras alemãs pertencerem à Igreja Católica, havendo grande interesse da nobreza em apossar-se dessas terras.


Nessa época, o que chamamos de Alemanha nada mais era do que um conjunto de principados e de cidades autônomas, não havendo, portanto, um país unificado, com autêntica unidade política. A região fazia parte dos domínios do Sacro Império Romano Germânico, controlado pela Dinastia dos Habsburgs, cujo imperador ficava na Espanha. O imperador era aliado do Papa e procurava, com isso, preservar certa unidade e poder sobre os príncipes alemães.


Com sede de poder e de riqueza, as classes elevadas (nobreza e burguesia) mostravam-se descontentes em relação à Igreja e ao comando do imperador. Por outro lado, as classes sociais menos favorecidas (camponeses e artesãos urbanos) também responsabilizavam a Igreja pela situação de miséria e de exploração de que eram vítimas. Havia, portanto, certo consenso entre as diversas classes sociais contra a Igreja.


Liderados por Thomas Münzer, os camponeses, a partir de 1524, organizaram uma série de revoltas contra sacerdotes ricos e nobres, donos de grandes propriedades de terra. De forma violenta, os camponeses lutavam pela posse de terra e pelo fim de exploração. As classes dominantes, então, uniram-se para dominar a revolta camponesa, contando com o apoio de Lutero, que publicou um manifesto cujo título trazia as seguintes palavras "Contra os bandos camponeses assassinos e ladrões...". Confrontos com os poderosos, os camponeses foram esmagados: morreram mais de cem mil e o líder Thomas Munzer foi decapitado.


Em troca de seu apoio às classes dominantes, Lutero conseguiu poderosos aliados entre a nobreza e a alta burguesia, que o auxiliaram a difundir sua doutrina religiosa pelo norte da Alemanha, pela Suécia, pela Dinamarca e pela Noruega. Foram esses aliados que, em 1529, protestaram contra a preservação das medidas tomadas pelo imperador contra Lutero, que impediam cada Estado de adotar sua própria religião. A partir desse protesto é que se difundiu o nome protestante para designar os cristãos não católicos.



Não sendo ouvidos pelo imperador, o grupo dos principais protestantes formou, em 1531, um liga político-militar (Liga de Smalkalde) para lutar contra as forças católicas ligadas ao imperador Carlos V. Somente em 1555 o imperador aceitou a existência oficial das Igrejas Luteranas, assinando com os protestantes a Paz de Augsburg. Era o reconhecimento jurídico final da separação religiosa do mundo cristão.




A REFORMA DE CALVINO


João Calvino (1509 - 1564) nasceu em Noyon, na França, e desenvolveu nesse país seus estudos de Teologia e de Direito. Influenciado por Guillaume Farel, aderiu às idéias protestantes. Quando, em 1534, as autoridades católicas francesas começaram a perseguir os suspeitos de heresias, Calvino fugiu para a Suíça, onde o movimento reformista já tinha se iniciado, sob a liderança de Ulrich Zwingli (1484-1531).


Em suas pregações, Zwingli dava maior importância do que Lutero à crença na predestinação dos homens para a salvação, valorizando menos o aspecto da justificação pela fé. Com seu espírito racionalista, Zwingli conquistou o apoio da burguesia mercantil da Suíça, que admirava a objetividade de suas ações e o lado prático de suas idéias. Seu trabalho religioso preparou o caminho para que ali se desenvolvessem as idéias de João Calvino.


Em 1536, Calvino publicou sua principal obra, a Instituição da Religião Cristã, na qual afirmava que o ser humano estava predestinado de modo absoluto a merecer o Céu ou o Inferno. Explicava Calvino que, por culpa de Adão, todos os homens já nasciam pecadores (pecado original), mas, Deus tinha elegido algumas pessoas para serem salvas, enquanto outras seriam condenadas à maldição eterna. Portanto, nada que os homens pudessem fazer em vida poderia alterar-lhes o destino, já previamente traçado. A fé, existente em algumas pessoas, poderia ser interpretada como um sinal de que elas pertenciam ao grupo dos eleitos por Deus à salvação. Tais pessoas, os eleitos, sentiriam dentro do seu coração um irresistível desejo de combater o mal que povoa o mundo, simplesmente para a glória de Deus. A prosperidade econômica de algumas pessoas, sua riqueza material, também passou a ser interpretada pelos seguidores de Calvino como um sinal da salvação predestinada.


Em 1538, Calvino foi expulso da Suíça, devido aos seus excessos de rigor e de autoritarismo. Entretanto, conseguiu retornar em 1541 e consolidou seu poder na cidade de Genebra, tornando-se senhor absoluto do Governo e da nova Igreja Calvinista, até o ano de 1561. Durante esse período, Genebra viveu um regime de caráter teocrático, em que se confundiam princípios religiosos e políticos.


Entre os órgãos criados pelo Governo calvinista, destacava-se o Consistório, encarregado da vigilância moral dos cidadãos e da solicitação de castigos ao Estado. Entre as atitudes condenadas pelo Calvinismo citam-se, por exemplo, o jogo, o culto a imagens, a dança, o adultério e a heresia, sendo que as penas impostas aos infratores variavam conforme a gravidade do crime. Muitos foram condenados à morte, figurando entre eles o médico Miguel de Servet, que foi queimado vivo por negar o pecado original.


Criou-se, com base no Calvinismo, um modelo ideal de homem, religioso e trabalhador, par quem o sucesso econômico e a conquista de riquezas eram um sinal da predestinação divina ao Paraíso. Essa ideologia foi muito bem aceita pela burguesia mercantil, na medida em que sua ganância pelo lucro era justificada pela ética religiosa. Identificando-se com a burguesia, o Calvinismo espalhou-se por diversas regiões da Europa, como França, Inglaterra, Escócia e Holanda - países onde se expandia o capitalismo comercial.



A REFORMA ANGLICANA


Henrique VIII (1509-1547), rei da Inglaterra, tinha sido durante certo tempo, um fiel aliado do Papa, recebendo deste o título de "Defensor da Fé". Entretanto, umas séries de fatores políticos e econômicos levaram também Henrique VIII a romper com a Igreja Católica e a fundar uma Igreja nacional na Inglaterra, isso é, a Igreja Anglicana.


Entre os principais fatores que provocaram a Reforma Anglicana, podemos destacar os seguintes:


* Fortalecimento da monarquia: a Igreja Católica exercia grande influência política dentro da Inglaterra, pois era dona de grande parte das terras e monopolizava o comércio de objetos sagrados. Para fortalecer o poder da monarquia inglesa, Henrique VIII teria que reduzir a influência do Papa dentro da Inglaterra;


* A posse das terras da Igreja: a nobreza capitalista inglesa tinha grande interesse econômico em apossar-se das terras da Igreja. Para que isso acontecesse era preciso unir-se em torno do rei, a fim de que os poderes da Igreja Católica se enfraquecessem;


* O pedido de divórcio do rei Henrique VIII: casado com a princesa espanhola Catarina de Aragão, Henrique VIII teve com ela uma filha para sucedê-lo no trono. Entretanto, o rei estava bastante descontente com seu casamento. Primeiro, devido à origem espanhola de sua esposa, já que a Espanha era inimiga da Inglaterra. Segundo, porque o rei desejava um herdeiro masculino e pretendia casar-se com Ana Bolena. Assim, em 1529 pediu ao Papa que anulasse seu matrimônio com Catarina de Aragão, mas deparou-se com a recusa do Sumo Pontífice. Apesar disso, Henrique VIII conseguiu que o alto clero inglês e o Parlamento reconhecessem a validade de suas intenções. Em 1534, o Parlamento inglês votou um Ato de Supremacia, pelo qual considerava Henrique VIII o chefe supremo da Igreja Nacional Anglicana. "Os ingleses, por juramento, deviam submeter-se a essa supremacia, caso contrário seriam excomungados e perseguidos pela justiça real. Houve pouca resistência, nela incluída a de Thomas Morus, que foi decapitado. Suprimiu-se o clero regular e seus bens, devolvidos à coroa, foram vendidos".


Após a criação da Igreja Anglicana, surgiu, com os sucessores de Henrique VIII, uma série de Lutas religiosas internas. Primeiro, tentou-se implantar, no governo de Eduardo VI (1547-1553), o Calvinismo no país. Depois, no governo de Maria Tudor (1553-1558), filha de Catarina de Aragão, houve a reação católica. Somente no governo de Elisabeth I (1558-1603) é que se consolidou a Igreja Anglicana, que permanece dominante no país até hoje. O calvinismo puritano conseguiu, entretanto, grande número de adeptos entre a burguesia, entretanto, grande número de adeptos entre a burguesia manufatureira. Foi dos puritanos que surgiram os grandes líderes da Revolução inglesa do Século XVII.



A FORMA E O CONTEÚDO DA REFORMA ANGLICANA


A Igreja Anglicana procurou desenvolver uma conciliação original entre o rito tradicional do catolicismo e o dogma de caráter protestante. Em outras palavras, mantinha-se nas cerimônias a forma católica (conservação da liturgia católica, da hierarquia eclesiástica etc.) e introduziam-se na doutrina elementos do conteúdo protestante (salvação pela fé, preservação de apenas dois sacramentos - batismo e comunhão etc.).


Essa foi a solução encontrada pela monarquia inglesa para favorecer, no país, a convivência social dos diferentes grupos religiosos rivais. Assim, de acordo com as circunstâncias históricas de cada momento, a monarquia inglesa dirigia a Igreja Anglicana para enfatizar a forma católica ou o conteúdo protestante. Se quisesse agradar aos protestantes, valorizava o conteúdo dos cultos; se quisesse agradar aos católicos, valorizava o rito formal das cerimônias.



A REFORMA CATÓLICA OU CONTRA-REFORMA


Diante dos movimentos protestantes, a reação inicial e imediata da Igreja Católica foi a de punir os líderes rebeldes, na esperança de que as idéias dos reformadores não se propagassem e o mundo cristão recuperasse a unidade perdida. Essa tática, entretanto, não deu bons resultados, já que o movimento protestante avançou pela Europa, conquistando crescente número de seguidores. Era forçoso, assim, reconhecer a ruptura protestante.


Diante disso, ganhou força dentro do Catolicismo um amplo movimento de moralização do clero e reorganização das estruturas administrativas da Igreja. Esse movimento de reformulação da Igreja Católica ficou conhecido como Reforma Católica ou Contra-Reforma. Seus principais líderes foram os Papas Paulo III (1534-1549, Paulo IV (1555-1559), Pio V (1566-1572) e Xisto V (1585-1590).


Todo um conjunto de medidas foi colocado em prática pelos líderes da Contra-Reforma, tendo em vista deter o avanço do protestantismo. Entre essas medidas, destacam-se as seguintes:


* Aprovação da Ordem dos Jesuítas: no ano de 1540, o Papa Paulo III aprovou a criação da Ordem dos Jesuítas ou Companhia de Jesus, que tinha sido fundada pelo militar espanhol Inácio de Loyola, em 1534. Inspirando-se na estrutura militar, os jesuítas consideravam-se os soldados da Igreja, sua tropa de elite, cuja missão era combater a expansão do protestantismo. Entretanto, o combate deveria ser travado com as armas do espírito, e para isso Inácio de Loyola escreveu um livro básico, chamado Os exercícios espirituais, em que se propunha a programar a conversão do indivíduo ao catolicismo, mediante técnicas de contemplação. A criação de escolas religiosas foi um dos principais instrumentos da estratégia dos jesuítas. Outra arma utilizada foi a catequese dos não-cristãos, isto é, os jesuítas empenharam-se em converter ao catolicismo os povos dos continentes recém-descobertos. O objetivo era expandir o domínio católico para os demais continentes;


* Convocação do Concílio de Trento: no ano de 1545, o Papa Paulo III convocou um Concílio, cujas primeiras reuniões foram realizadas na cidade de Trento, na Itália. Ao final de longos anos de trabalho, terminados em 1563, o Concílio apresentou um conjunto de decisões destinadas a garantir a unidade da fé católica e a disciplina eclesiástica. Reagindo às idéias protestantes, o Concílio de Trento reafirmou diversos pontos da doutrina católica, como, por exemplo:


- Salvação humana: depende da fé e das boas obras humanas. Rejeitava-se, portanto, a doutrina da predestinação;


- Fonte da fé: o dogma religioso tem como fonte a Bíblia, cabendo à Igreja dar-lhe a interpretação correta, e a tradição religiosa, conservada pela Igreja e transmitida às novas gerações. O Papa reafirmava sua posição de sucessor de Pedro, a quem Jesus Cristo confiou a construção de sua Igreja;


- A missa e a presença de Cristo: a Igreja reafirmou que no ato de eucaristia ocorria a presença real de Jesus no pão e no vinho. Essa presença real de Cristo era rejeitada pelos protestantes.


O Concílio de Trento determinou, ainda, a elaboração de um catecismo com os pontos fundamentais da doutrina católica, a criação de seminários para a formação dos sacerdotes e a manutenção do celibato sacerdotal;


* Restabelecimento da Inquisição: no ano de 1231 a Igreja Católica criou os Tribunais de Inquisição, que, com o tempo, reduziram suas atividades em diversos países. Entretanto, com o avanço do protestantismo, a Igreja decidiu reativar, em meados do século XVII o funcionamento da Inquisição, que se encarregou, por exemplo, de organizar uma lista de livros proibidos aos católicos, o Index librorum prohibitorum. Uma das primeiras relações de livros proibidos foi publicada em 1564.



A INQUISIÇÃO

   A Inquisição era um Tribunal Eclesiástico, também chamado de “Tribunal do Santo Ofício”, criado para combater heresias cometidas pelos cristãos confessos.
   A Inquisição também exerceu severa censura sobre as obras publicadas na Europa e na América, para tanto foi criado o Index, listas de livros proibidos. Essas proibições atingiram até as novas descobertas científicas de Galileu , Newton e Copérnico  e também os livros que tratavam de política como os de Maquiavel.
   A inquisição, ou Tribunal do Santo Ofício, foi iniciada em Verona sob o Papa Lúcio III no ano de 1184, inspirado em escritos de Santo Agostinho, fortaleceu-se sob o Papa Inocêncio III (1198-1216) e o Concílio de Latrão (1215), em 1231, Gregório IX oficializou e multiplicou pela Europa os Tribunais de Inquisição, presidido por inquisidores permanentes. A justificativa dos inquisidores era a de que queriam salvar a alma dos hereges.
   O Juiz Heinrich Von Schulteis de Rhineland do século XVII, considerava a tortura agradável aos olhos de Deus. Ele chegou a cortar os pés de uma mulher e despejar óleo quente nas feridas abertas.

MÉTODOS DE TORTURAS
 “O prisioneiro, com as mãos amarradas para trás, era levantado por uma corda que passava por uma roldana, e guindado até o alto do patíbulo ou do teto da câmara de tortura, em seguida, deixava-se cair o indivíduo e travava-se o aparelho ao chegar o seu corpo a poucas polegadas do solo. Repetia-se isso várias vezes. Os cruéis carrascos, as vezes amarravam pesos nos pés das vítimas, a fim de aumentar o choque da queda.“


“Depois havia a tortura pelo fogo. Colocavam-se os pés da vítima sobre carvão em brasa e espalhava-se por cima uma camada de graxa, a fim de que este combustível estalasse ao contato com o fogo."


Os inquisidores estavam ali enquanto o fogo martirizava a vítima, e incitavam-na, piedosamente, a aceitar os ensinamentos da "Igreja" em cujo nome ela estava sendo tratada tão "delicadamente" e tão "misericordiosamente". Para que houvesse um contraste com a tortura pelo fogo, também praticavam a da água:


“Amarrando as mãos e os pés do prisioneiro com uma corda trancada que lhe penetrava nas carnes e nos tendões, abriam a boca da vítima a força despejando dentro dela água até que chegasse ao ponto de sufocação ou confissão.”
  

A RODA DE DESPEDAÇAMENTO 

   Também como este instrumento, a liturgia da morte era terrível. O réu era amarrado com as costas na parte externa da roda. Sob a roda, colocava-se brasas incandescentes. O carrasco, girando lentamente a roda, fazia com que o réu morresse praticamente "assado".
   Em outros casos, como na roda em exposição, no lugar de brasas, colocava-se agulhões de madeira que o corpo, girando devagar e continuamente, era arranhado terrivelmente. Este suplício estava em voga na Inglaterra, Holanda e Alemanha, de 1100a 1700



AÇOITE DE FERRO  
   Mais que uma tortura, era uma arma de guerra. Na Idade Média, os cavaleiros, com esta arma, golpeavam os cavalos adversários ou procuravam desarmar da espada os outros cavaleiros. No final da batalha, esta bola de ferro era usada para acabar com os inimigos feridos. Como arma, era uma das três, juntamente com a espada e a lança, usada nos torneios.

CADEIRA DE INQUISIÇÃO  
Instrumento essencial usado pelo Inquisidor, a cadeira era usada na Europa Central, especialmente em Nurembergue, onde é usada até 1846 durante regulares interrogatórios dos processos. O réu deveria sentar-se nu e com mínimo movimento, as agulhas penetravam no corpo provocando efeito terrível. Em outras versões, a cadeira apresentava o assento de ferro, que podia ser aquecido até ficar em brasas (era aquecido com uma fogueira por baixo). A agonia do metal pontiagudo perfurando a carne nua era intolerável; segundo registros, poucos acusados agüentavam mais de 15 minutos nessa cadeira, antes de confessar.


CAVALETE  
   O condenado era colocado deitado com as costas sobre o bloco de madeira com a borda cortante, as mãos fixadas em dois furos e os pés em anéis de ferro. Nesta posição (atroz para si mesma, se pensarmos que o peso do corpo pesava sobre a borda cortante), era procedido o suplício da água. O carnífice, mantendo fechadas as narinas da vítima, introduzia na sua boca, através de um funil, uma enorme quantidade de água: dada a posição, o infeliz corria o risco de sufocar, mas o pior era quando o carnífice e os seus ajudantes pulavam sobre o ventre, provocando a saída da água, então, se repetia a operação, até ao rompimento de vasos sanguíneos internos, com uma inevitável hemorragia que colocava fim ao suplício.
  

ESMAGA CABEÇA  
   Este instrumento, do qual se tem notícia já na Idade Média, parece que gozava de boa estima especialmente na Alemanha do Norte. O seu funcionamento é muito simples: o queixo da vítima era colocado sobre a barra inferior, depois a calota era abaixada por rosqueamento sobre sua cabeça. Primeiro despedaçavam-se os alvéolos dentais, depois as mandíbulas, quando advinha a saída da massa cerebral pela caixa craniana


FORQUILHA DO HEREGE  
    Era encaixada abaixo do queixo e sobre a parte alta do tórax, e presa com um colar no pescoço. As pontas na carne com tormentos muito fortes penetravam.
                                
GUILHOTINA 


MESA DE EVISCERAÇÃO  
   Sobre a mesa de evisceração, ou "esquartejamento manual", o condenado era colocado deitado, preso pelas juntas e eviscerado vivo pelo carrasco. A tortura era executada do seguinte modo: o carrasco abria o estômago com uma lâmina. Então prendia com pequenos ganchos as vísceras e, com uma roda, lentamente puxava os ganchos e as partes presas saíam do corpo até que, após muitas horas, chegasse à morte.

PÊNDULO  
   A luxação ou deslocamento do ombro era um dos tantos suplícios preliminares a tortura propriamente dita. Entre estas, o Pêndulo era o mais simples e eficaz. Era a tortura mais comum na Idade Média. Todos os tribunais ou castelos eram dotados do pêndulo. Em todos os impressos e quadros que reproduzem momentos de interrogatório nos locais secretos de inquisição dos tribunais pode-se notar o Pêndulo. A vitima era pendurada pelos braços a uma corda e levantado do chão.


AS INDULGÊNCIAS

   As indulgências era vendidas como forma de abrandamento das penas no purgatório onde o papa declarava ter o poder de  amenizar o sofrimento das pessoas.
   Certificados eram confeccionados com a assinatura do papa pelos quais se oferecia o perdão  de todos os pecados para quem os comprasse para si e seus amigos
   Diziam eles ao povo “Ao tilintar das vossas moedas no fundo da caixa, as almas de vossos amigos saem do purgatório e entram no céu”.
   Por outro lado, o papa arrecadava grande quantia de dinheiro para a construção da basílica de São Pedro em Roma, com a venda das indulgências


OS MOTIVOS QUE LEVARAM A REFORMA PROTESTANTE

1 . A Inquisição com os seus métodos de tortura
2 . As Indulgências
3 . Padres que mal sabiam rezar uma missa e comandar os rituais
4 . O comércio de relíquias sagradas tais como “espinhos que coroaram a fronte de Cristo, panos que embeberam o  sangue de seu rosto, objetos pessoais dos Santos etc”.
5 . Os casos de padres envolvidos em escândalos amorosos,  
6 . Monges que viviam bêbados como vagabundos
7.  Bispos que somente acumulavam riquezas pessoais, vendendo os sacramentos e pouco se importavam com a religião.


A REFORMA É PROCLAMADA

   Era o dia 31 de outubro de 1517, véspera do dia de "todos os santos", quando milhares de peregrinos afluíam para Wittenberg para a comemoração do feriado do "dia todos os santos e finado”, 01 e 02 de novembro que Martim Lutero afixa as 95 teses na porta do castelo de WittenbergApartir daí os seus seguidores passaram a ser chamado de Cristãos


AS PRINCIPAIS DOUTRINAS DEFENDIDAS POR LUTERO

a) Justificação pela fé. Baseado nos ensinos de Paulo, ele ensinava que o homem não é justificado pelas suas obras, mas pela fé em Jesus Cristo.
b) A infalibilidade da Bíblia. Ele considera a Bíblia infalível e acima de toda e qualquer tradição religiosa.
    * Enquanto a Igreja Católica Romana defendia a idéia de que o papa era infalível e a Bíblia era sujeita à sua interpretação,
    * Lutero afirmava que A Bíblia estava acima do papa, pois ela é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo.
c) Sacerdócio de todos os crentes.
    * Lutero nega o conceito que afirmava ter o papa poderes sobrenaturais como intermediário entre o povo e Deus.
    * Ele defende a idéia de que todo crente é um sacerdote e tem livre acesso à presença de Deus.
    * Não precisamos de um intermediário, o único intermediário entre o homem e Deus é o Senhor Jesus  Cristo.
    * As imagens seriam abolidas.
    * O idioma das cerimônias religiosas deveria ser aquele de cada nação e não o latim,
    * Abolição do celibato
    * A infalibilidade do papa
    * A proibição das vendas dos cargos no alto clero (bispos, arcebispos e cardeais)



O MASSACRE DE SÃO BARTOLOMEU




   Foi no dia 24 de Agosto de 1572 na França que com o aval do papa, 70 000 cristãos foram queimados em fogueiras em praças públicas.

Houve com isso um grande regozijo em Roma a ponto do papa e o colégio de cardeais mandar cunhar uma medalha comemorativa a carnificina.






CONTRA-REFORMA


   Todo um conjunto de medidas foi colocado em prática pelos líderes da Contra-Reforma, tendo em vista deter o avanço do protestantismo. Entre essas medidas, destacam-se as seguintes:

      1 . Aprovação da Ordem dos Jesuítas: no ano de 1540, o Papa Paulo III aprovou a criação da Ordem dos Jesuítas ou Companhia de Jesus, que tinha sido fundada pelo militar espanhol Inácio de Loyola, em 1534. Inspirando-se na estrutura militar, os jesuítas consideravam-se os soldados da Igreja, sua tropa de elite, cuja missão era combater a expansão do protestantismo. Entretanto, o combate deveria ser travado com as armas do espírito, e para isso Inácio de Loyola escreveu um livro básico, chamado Os exercícios espirituais, em que se propunha a programar a conversão do indivíduo ao catolicismo, mediante técnicas de contemplação. A criação de escolas religiosas foi um dos principais instrumentos da estratégia dos jesuítas. Outra arma utilizada foi a catequese dos não-cristãos, isto é, os jesuítas empenharam-se em converter ao catolicismo os povos dos continentes recém-descobertos. O objetivo era expandir o domínio católico para os demais continentes;

      1 . Foi com a ordem dos Jesuítas que o Padre José de Anchieta em 1500  (descobrimento do Brasil) reza a primeira missa em solo brasileiro.

      2 . Convocação do Concílio de Trento no ano de 1545 pelo Papa Paulo III onde apresentou um conjunto de decisões, tais como:
        
a)      Somente os líderes da igreja poderiam interpretar a Bíblia
b)      O Papa reafirmava sua posição de sucessor de Pedro, a quem Jesus Cristo confiou a construção de sua Igreja;
c)       A missa e a presença de Cristo: a Igreja católica reafirmou que no ato de eucaristia (Santa Ceia) ocorria à presença real de Jesus no pão e no vinho (Transubstanciação)
d)     Restabelecimento da Inquisição


OBS=> Não podemos esquecer que as visitas que o papa João Paulo II fez ao Brasil, tiveram como propósito principal conter o crescimento dos protestantes


CURIOSIDADES

BENÇÃOS DO PAPA QUE SE TRANSFORMAM EM MALDIÇÕES

Figuras públicas que foram "abençoadas" são atingidas por doenças e desgraças
Recentemente o brasileiro Rubens Barrichello, piloto de fórmula 1 da equipe Ferrari foi com uma comitiva esportiva até o Vaticano presentear o Papa com uma réplica do carro F2004. E em troca deste generoso presente o Papa abençoou o piloto brasileiro
Rubens que já possui fama de azarado na fórmula 1 tem motivos para ficar ainda mais preocupado. É que os fatos que vamos mostrar aqui, podem não passar de desastrosas coincidências, mas são capazes de arrepiar qualquer cristão: as "bênçãos" do papa vêm se transformando mesmo são em maldição. Afora os inúmeros casos publicados até pela imprensa secular, atuais ou centenários, salta aos olhos a quantidade de personalidades do meio artístico e político, que de uma hora para outra, viram suas vidas profissional e pessoais destruídas e lançadas no fundo do poço, após um encontro com o papa.


A lista é imensa
A escritora e pesquisadora de religiões Mary Schultze, autora do livro "A Deusa do Terceiro Milênio", deu uma lista destas personalidades e a influência das "bênçãos" do Papa na vida delas.
Quando analisamos tantas "coincidências", não podemos deixar de alertar as pessoas no sentido de buscarem somente as bênçãos de Cristo, pois os fatos têm demonstrado que receber bênção do papa parece não ser um bom negócio.
De acordo com a pesquisadora, é extensa a lista de figuras e personalidades da história que foram brindadas com a bênção papal e em seguida foram atingidas por algum infortúnio:
Brasileiros
Na lista de Mary, não faltam figuras brasileiras atingidas pela "bênção do papa", como por exemplo:
  • Os dois pilotos da Ferrari,  Rubens Barriquelo e Shumaquer  estiveram neste ano de 2005 pedindo  a benção do papa , e nunca os dois começaram tão mal um etapa de corrida
  • O jogador de futebol Ronaldo esteve também este ano de 2005no vaticano pedindo a benção do papa, e teve um início de ano muito conturbado no futebol e na sua vida intima.
  •  O Brasil foi abençoado pelo papa; os bancos no Rio faliram, houve desempregos e até suicídios!
  • Dr. Tancredo Neves, eleito presidente, foi a Roma e recebeu a bênção do Papa; depois saindo de uma igreja em Minas Gerais disse: "Recebi a bênção da Nossa Senhora e do papa , agora posso governar o Brasil". - A bênção do papa não ajudou, a imagem falhou e Tancredo não subiu a rampa do Palácio!
  •  
  • O ex-presidente Washington Luiz, foi deposto do cargo, em 1930, logo após ser abençoado pelo Papa.
  • Já a princesa Isabel foi "abençoada" com a sua expulsão do Brasil, depois de um encontro pessoal com o papa.
  • O presidente brasileiro Campos Salles - foi assassinado poucos dias depois.
  • O Presidente brasileiro Afonso Pena - morreu um mês depois.


Dos tempos atuais, duas figuras queridas dos brasileiros também passaram por tribulações e, coincidência ou não,tinham recebido a bênção do papa:

  • O cantor Roberto Carlos, católico declarado, e sua esposa, Maria Rita, estiveram com João Paulo II em sua última visita ao Brasil, em 97. Pouco mais que um ano depois, ela estava com câncer e vem a falecer.
  • Já o craque Ronaldinho pediu para o papa abençoar, em 98, as alianças de noivado
    com a modelo Suzana Wemer, antes da Copa da França. Resultado: além de ver terminado o seu noivado com a modelo, aconteceu o pior: o Brasil perdeu a Copa. E como se não bastasse, Ronaldinho passou as últimas semanas resistindo a uma campanha de difamação por parte da imprensa secular, que tentava envolvê-lo em um escândalo junto a uma agência de prostituição, na Itália. Sem falar do problema no joelho que quase o colocou de vez fora dos gramados.
Outras figuras importantes
  • O papa abençoou Carlota de Bourbon e quando voltou de Roma, enlouqueceu.
  • O príncipe Napoleão IV morreu logo após ter sido abençoado pelo papa, antes de seguir para Zuzulândia.
  • Já o príncipe Rodolfo, da Àustria, se suicidou, em 1889, depois de um encontro com o papa.
  • O jogador Maradona amargou a derrocada de sua brilhante carreira de outrora. Ele também pediu a bênção do papa, e recebeu. Coincidência ou não, perdeu o título do mais famoso campeão argentino e a sua imagem nunca mais foi a mesma, pois não conseguiu se livrar das drogas até hoje.
  • Afonso XII - morreu prematuramente.
  • Princesa Lady Diana - Em 1997, morreu em violento acidente auto mobilístico algum tempo antes havia ido a Roma pedir a bênção do papa.

  • O Imperador da Áustria, Francisco José - sofreu a terrível derrota de Sadowa.
  • Napoleão III - foi preso na Prússia e morreu exilado e destronado.
  • Os navios "Santa Maria"e "América" - naufragaram com perda total.


Diz o ex-padre veneziano, Joseph Zachello que serviu o Papa por 34 anos:
  • Em 1851
    Pio IX concedeu a "Rosa de Ouro" ao Rei das Duas Cicília. Em menos de um ano ele perdeu a coroa e o reino.
  • Em 1866
    Ele abençoou o Kaiser da Áustria. Em menos de um ano este imperador perdeu Veneza e a guerra seguinte.
  • Em 1867
    o Papa abençoou Maximiliano. Imperador do México. Logo em seguida ele foi destronado e morto a tiros.
  • Em 1895
    O Arcebispo de Damasco deu a bênção papal às tropas e frota espanholas. Logo em seguida a Espanha perdeu ambas.


  • Em 1897
    O Núncio Apostólico abençoou o grande "Bazar da Caridade", em Paris. Cinco minutos mais tarde o prédio ardia em chamas e 150 pessoas da aristocracia pereceram, inclusive a filha da     Imperatriz da Áustria.
  • Em 1906
    Fugene Victoria (Ena), filha do Príncipe Henrique, casou com Afonso XIII, Rei da Espanha. sob a bênção papal. Ela havia sido obrigada a renunciar sua fé protestante e por isso foi abençoada. Embora, quinze dias mais tarde, tenha escapado milagrosamente de um atentado, no qual 13 pessoas pereceram, seu vestido de noiva ficou todo respingado de sangue.



  • Em 1923
    O Papa lhe mandou a "Rosa de Ouro". Em 1931. ela e o marido foram exilados, quando a Itália se transformou em República, por determinação do Papa. que precisava colocar no Governo daquele país o seu protegido General Franco, para a II Guerra Mundial.
  • Em 1924
    Um rico proprietário de terras nos Estados Unidos - Mr. Edwards - converteu-se ao Catolicismo Romano. Dois anos depois foi a Roma receber a bênção do Papa. tendo morrido 4 dias após e deixou uma rica herança para o Vaticano.
    Parece coincidência... Mas é bom não arriscar. Quando Mussolini invadiu a Abissínia e varreu os pobres negros do mapa, o Papa o abençoou nessa "cruzada santa". Só que, pouco tempo depois, Mussolini e sua amante Clara Petacci foram linchados pelo povo.
  • Já Winston Churchill, o Leão da II Guerra Mundial, foi a Roma receber a bênção do Papa. Perdeu logo o prestígio em seu país, mesmo tendo ganho essa Guerra para os Aliados.
  • Quanto a Roosevelt, mandou um representante ao Vaticano "apanhar" a bênção. Perdeu o respeito do povo americano e morreu logo em seguida, sem contemplar a vitória para os Estados Unidos.
  • Em 1951
    A futura Rainha da Inglaterra foi pedir a bênção do Papa. Pouco tempo depois a Inglaterra perdeu os poços petrolíferos no Irã, o Canal de Suez e a guerra contra o Egito.
  • 1958 o Cardeal Stritch. de Chicago, ao ser nomeado Representante no Vaticano, para lá se dirigiu. Adoeceu gravemente e o Papa, que havia abençoado sua viagem, não foi capaz de visitá-lo, quando ele teve de amputar um braço e morrer a poucas quadras da Catedral de São Pedro.
  • O arcebispo do Peru morreu 43 dias depois da bênção do papa, com um cálice envenenado em Vier ns Sanctos