sexta-feira, 25 de junho de 2010

APÓSTOLO PAULO: MAIOR FRACASSADO DE TODOS OS TEMPOS SEGUNDO A ÓTICA DOS TEÓLOGOS DA PROSPERIDADE

Para os teólogos da prosperidade o apóstolo Paulo pode ser considerado o mais fracassado ministério de todos os tempos.

Ele não foi rico, não possuiu grandes propriedades, não teve carros, cavalos e barcos, não morou em palácios, nem tampouco possuiu ouro, prata e riquezas. Para piorar a situação, o apóstolo aos gentios, recebeu dos judeus cinco quarentenas de açoites, foi açoitado com varas, apedrejado, sofreu três naufrágios, passou uma noite e um dia no abismo. Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos com os patrícios, em perigos com os gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos, em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além disso ele foi preso algumas vezes, lançado em cárceres fétidos e mal cheirosos, tendo morrido na mais profunda miséria.

Para os defensores da teologia da prosperidade Paulo não estava na visão e por não possuir a unção de Deus morreu a mingua.

Pois é, pobre Paulo, miserável Paulo, não pode ser comparado aos apóstolos de hoje que são homens "ungidos" além de proprietários de jatinhos e mansões e milhões.

Pobre que nem Paulo , só um tal de Jesus de Nazaré.

Pense nisso,

Renato Vargens

sexta-feira, 18 de junho de 2010

TENTAÇÕES DE UM PREGADOR PÓS-MODERNO


Nestes tempos de massificação evangélica, de febre pelo crescimento acelerado, da identificação de sucesso eclesial e ministerial via crescimento numérico criando uma identificação perigosa de vitória espiritual com números sempre crescentes, da busca de platéias cheias e empolgadas, da busca intensa pelo sentir em detrimento do pensar, refletir e agir. O pregador destes tempos pós-modernos, quase ultra-modernos, está exposto há algumas tentações que não diria serem novas, mas afirmo estarem mais exacerbadas hoje.
O mundo evangélico atual é muito competitivo, no sentido negativo do termo, a linguagem “marketeira” e psicológica invadiu a igreja e assim ele acaba absorvendo também muitos valores seculares do mundo bussiness e “terapêutico’”.



     Nesta atmosfera o pregador acaba sendo tentado em algumas direções perigosas que quero destacar nesta reflexão para fins de análise.
A tentação de produzir o miraculoso – Sabemos que qualquer efeito considerado além do normal produz um impacto quase instantâneo nas massas, o pregador pós-moderno se vê tentado a produzir ele mesmo evidências do miraculoso em sua ministração, através de uma atmosfera estrategicamente preparada: luzes, sons, palavras chaves, gestualismos excêntricos, e ênfases proclamadas aos gritos, além de intensas expressões emocionais podem gerar uma aparência de miraculoso altamente atraente àqueles que desejam autenticar sua pregação com “sinais” miraculosos. Levando o pregador muitas vezes a buscar a qualquer custo derrubar uma meia dúzia e atirar “revelações” a esmo, para de todas as formas “ganhar alguns”.
Produzindo assim a imagem de um homem acima dos outros homens.
A tentação do sensacional – muito próximo a anterior, com a diferença de que neste caso o pregador parece mais um “showman”, com performances teatrais às vezes extremas, onde pelo seu carisma pessoal ele consegue manter a adrenalina do povo em alta, mantendo um intenso controle das ações com atos espetaculosos como saltos, gritos e uma oratória peculiar, levando a platéia do delírio ao silêncio total sob o seu comando. Gerando expectativas de que há qualquer momento o céu pode se abrir e o arrebatamento pode ocorrer somente naquele lugar.
O sensacionalismo atrai multidões e o pregador se apresenta como detentor do controle total capaz de conduzir as massas em qualquer direção.
A tentação do poder inusitado – é a busca de se estar sempre trazendo algo novo pela necessidade de se manter o povo interessado na última novidade capaz de levá-los aos limites das “bênçãos” celestiais. Um novo tipo de unção, um novo tipo de campanha, um novo tipo de pregador e pregação e etc. A apresentação de uma conexão direta com os seres angelicais e de um conhecimento das hierarquias nem biblicamente reveladas. Um esoterismo “gospel” ganha espaço, apresentando o pregador como uma figura inusitada capaz de trazer algo nunca antes conhecido, nem mesmo pelos apóstolos bíblicos. O inusitado muitas vezes beira o grotesco, mas se firma por se apresentar como novo, pois no inconsciente da comunidade se algo é visto como velho vê-se como fraco, ultrapassado e ineficaz.
O pregador é visto como o responsável por sempre criar um novo efeito e trazer algo inusitado a qualquer custo, pois na paróquia ao lado algo “novo” pode estar acontecendo.
A tentação dos atalhos imediatistas – é a busca de soluções rápidas para grandes questões na vida, crescimento espiritual instantâneo, santidade plena em um só encontro de fim de semana, autoridade máxima em uma campanha de poder, ordenação pastoral em 24 lições. Em fim não há tempo a perder, vivemos na era do fast-food, e a igreja precisa correr contra o tempo, atalhos são buscados e a confusão está feita.
Ignora-se que Deus trabalha através de processos na nossa vida, e que o próprio processo faz parte do seu sábio agir.
A clonagem já existe no meio evangelho há muito tempo, basta olhar como são produzidos em série alguns pregadores hoje, onde os trejeitos, gestos e até defeitos físicos são imitados dos seus líderes maiores, como se isso fosse parte do segredo e da busca do sucesso ministerial.
Os pregadores buscam segurar as pessoas através de processos rápidos de assimilação eclesiástica, pois o “mercado” é feroz. Gerando atalhos imediatistas perigosos e igrejas cheias de superficialismo.
A tentação do relativismo teológico – um relativismo inconseqüente cresce a cada dia. Tendo em vista a liberdade e a fragilidade para a formação de perspectivas de temas como a pessoa de Deus, a igreja, a vida cristã e outros temas chaves da fé. Não há muito ensino, Há muita emoção, o nível de emoções sentidas acaba se transformando no padrão de qualidade da fé. O conteúdo da fé muitas vezes acaba ignorado. O mais importante passa a ser os sentidos não os pensamentos. Acaba tudo ficando no mundo relativo daquilo que cada crente acha, a partir de seu sentir, levando o pregador a referendar o seu sucesso pelo poder que ele tem de arrancar expressões bastante emocionais do povo a ele exposto e não pelo nível de transformação de vida que a experiência de vivencia compreensiva da fé pode produzir. Verdade e erro se misturam, produzindo gerações de crentes confusos e até supersticiosos.
A tentação do status vocabular – as palavras têm peso, elas são ferramentas ou símbolos que usados estrategicamente produzirão resultados bem específicos. Um adjetivo ou verbo colocado dentro de determinados contextos trazem em si uma carga de significados capaz de gerar reações e respostas bastantes características dentro do momento e ambiente em que são utilizadas. Daí a proliferação de expressões como:

“Eu profetizo…” Pois isso causa mais impacto do que dizer: “eu desejo que…”; “eu determino…”, pois é mais forte do que: “eu oro para que…”.
A popularização de títulos eclesiásticos como apóstolos, (já ouvi falar até em apóstolo arcanjo), soam mais fortes do que simplesmente pastor.
Estas expressões produzem status, um status vocabular por se estabelecerem através do uso dos símbolos/palavra em um contexto sensível a receber o impacto que a palavra/símbolo tem como ferramenta de comunicação.
Neste contexto o pregador se vê usando jargões que ele mesmo não entende suas implicações, mas o faz pelo modismo que se estabeleceu e pela autoridade que lhe parece auferir.
Faço estas observações com o fim de nos levar a pensar no empobrecimento e perigo que corremos quando nos afastamos da simplicidade do evangelho e nos deixamos enredar pelos apelos tentadores e estranhos que o mundo nos faz.
Estas tentações e outras estão por ai todos os dias, a nos convidar, como pregadores, a que nos desviemos da rota de levar pessoas ao conhecimento de Cristo e a crescerem à sua semelhança no contexto de igrejas sadias que cresçam de verdade em todos os aspectos e direções o crescimento que vem de Deus e não por ações artificialmente engendradas, alimentadas por tentações como as acima citadas.
Sejamos pregadores bíblicos que anunciam o evangelho ao mundo em todas as suas épocas, não sejamos pregadores de épocas que anunciam ao mundo uma mensagem truncada, travestida de evangelho.
Entre tantos conselhos preciosos, Paulo nos lembra que a prevenção para não cairmos nestas tentações listadas acima, passa pelo cuidado com a nossa própria vida com Deus e pelo zelo daquilo que ensinamos (doutrina), conforme Paulo fala a Timóteo dizendo:
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.” (1 Tm 4.16 NVI) E pela dependência do poder que deve permear todo o nosso ministério, conforme testemunha o mesmo Apóstolo afirmando:
“Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.”(1 Co. 2.4-5).
Precisamos ser pregadores corretos e poderosos, que edificam igrejas poderosas e equilibradas, marcadas pela presença e pelo agir soberano de Deus.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos abençoe.
Pr. Ednilson Correia de Abreu

sábado, 12 de junho de 2010

SEGUNDO ESTUDO METADE DOS PASTORES NUNCA LERAM A BÍBLIA TODA


51% NUNCA LERAM A BÍBLIA TODA

Por: Vinícius Cintra - Redação Creio

Cerca de 50,68% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo atual editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana Oswaldo Paião. O motivo é a falta de tempo, apontaram os entrevistados.

Oswaldo conta que a pesquisa se deu através de uma amostragem confiável e que foi delimitada. Ele não informou quantas pessoas foram ouvidas e em quais circunstâncias. Segundo ele a falta de tempo e ênfase na pregação expositiva são os principais impedimentos. "A falta de uma disciplina pessoal para determinar uma leitura sistemática, reflexiva e contínua das escrituras sagradas e pressão por parte do povo, que hoje em dia cobra por respostas rápidas, positivas e soluções instantâneas para problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças, saúde e vida sentimental”, enumera Oswaldo.

A maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros precisam complementar a renda familiar e acaba tendo outra atividade, fora a agenda lotada de compromisso. Os pastores da atualidade, em geral, segundo Paião,são mais temáticos, superficiais, carregam na retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística, motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas didáticas e psicológicas. Oswaldo arrisca dizer que muitos ‘pastores precisam rever seus conceitos teológicos e eclesiológicos, sem falar de ética e moral, simplesmente ao ler com atenção e reflexão os livros de Romanos, Hebreus e Gálatas. E antes de ficarem tocando Shofar e criando misticismo, deveriam ler a Torá com toda a atenção, reverência e senso crítico’.



http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=8321

ADORADORES DO MIOJO PROFÉTICO





Adoradores do miojo profético

Renato Russo dizia pertencer à geração Coca-Cola. O tempo passou e hoje a nossa geração se identifica com outro produto. O miojo.
Somos a geração do instantâneo.

Um toque no IPhone nos coloca em contato com o mundo inteiro. São tantas redes “sociais”. Não precisamos nos preocupar com endereços já que o GPS conhece todos os caminhos do planeta inteiro.
Este novo mundo instantâneo é tão atraente e eficiente que várias vezes chegamos a nos perguntar como era possível até bem pouco tempo viver sem essas facilidades.

Nos esquecemos que a Bíblia foi escrita em outra época. No ritmo das ferramentas dos agricultores, na cadencia dos pastores nos campos onde a vida corre sem pressa e onde a urgência é falta de sabedoria.

Na esfera da fé também mais do que nunca queremos resultados imediatos. Tudo está tão organizado, sistematizado e catalogado que para conseguir alguma coisa de Deus basta seguir 12 passos para isso, 8 semanas para aquilo e BUM!! Resultado alcançado. Daqui a algum tempo vamos pedir que o Senhor responda nossas orações de preferência em até 140 caracteres.

Nos esquecemos que o convite de Jesus aos apóstolos não foi para seguirem-no e viver três anos de aventura. Foi, sobretudo um gracioso desafio a seguirem-no por toda vida e para além dela.

Conhecer Jesus é muito mais que 7 semanas de campanha. É mais profundo do que algumas pregações e músicas nos sugerem. Às vezes parece que alguns estão adorando um deus miojo. Um deus para hoje, para já. E só.

Perdemos o foco do eterno. Não desejamos mais cumprir a carreira e receber o maior prêmio de todos. Ver Jesus face a face. Desejamos ardentemente esse mundinho de pequenas facilidades e bênçãos instantâneas.

Como você tem tratado Jesus em seu coração?

Como um deus miojo?

Ou como um Deus tão infinito e maravilhoso que nem a eternidade inteira vai ser suficiente para descobrir toda largura e profundidade de Seu amor?

MARKETEIROS ESPIRITUAIS




A vida ministerial de Jesus e de seus Apóstolos foi marcada pela discrição e humildade, virtudes que parecem ausentes na vida de muitos "pastores" dos dias de hoje.

Estranha-me, em alguns dos cultos televisionados, a forma arrogante com que muitos líderes tratam a questão da cura, atribuindo até mais unção de Deus em suas vidas e ministérios. Há um televangelista, que se intitula "apóstolo", a quem as ovelhas do seu rebanho buscam tocá-lo, por acreditarem que receberão alguma benção especial da parte de Deus. Isto caracteriza uma atitude idólatra, que deveria ser combatida por quem se diz ser servo e sacerdote de Deus.

Este tipo de marketing pessoal e/ou ministerial é certamente condenado pelas Escrituras Sagradas.

Lembro-me de algumas passagens biblicas que ratificam o meu pensamento.

Veja o que disse Jesus, logo após ter liberto um homem possesso de demônio: "Volta para tua casa, e conta tudo quanto Deus te fez" (Lucas 8:39a). Observe que, nesta passagem bíblica, Jesus não pediu ao homem para anunciar aos outros que Ele (Jesus) tivera operado aquele milagre. Com isto, aprendemos que Jesus (ser divino em sua essência e substância), buscou unicamente a glória do Pai, quando esteve aqui na terra. Foi por esta razão que Jesus também falou: "Quem fala por si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça" (João 7:18)

No tocante aos Apóstolos de Cristo, observe o que falou Pedro àqueles que viram Deus usá-lo (juntamente com João) para curar um coxo de nascença; "E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto ? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem ?" (Atos 3:12)

Disse João: "É necessário que ele cresça e que eu diminua" (João 3:30)
Aos fariseus, que eram gananciosos, disse-lhes Jesus: "Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação" (Lucas 16:14-15)
Disse o Apóstolo Paulo: "Porque não é aprovado aquele que se recomenda a si mesmo, mas sim aquele a quem o Senhor recomenda" (2 Coríntios 10:18)

MARCHA PELA ÉTICA EVANGÉLICA BRASILEIRA


Com bandeiras e camisetas que diziam "Marcha pela ética evangélica brasileira. O $HOW tem que parar"


Com bandeiras e camisetas que diziam "Marcha pela ética evangélica brasileira. O $HOW tem que parar", cerca de 20 pessoas realizaram um protesto contra lideranças evangélicas durante a Marcha para Jesus.



O alvo dos manifestantes era a teologia da prosperidade, professada por algumas das principais lideranças evangélicas do país, dentre elas a Renascer em Cristo.



"O que estamos vendo é a proclamação de um evangelho monetário. E a Bíblia não é um veículo de lucro", disse Paulo Siqueira, idealizador do protesto.



Teólogo e membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, ele afirma que a maior parte das igrejas evangélicas no Brasil virou capitalista.



"Não há lugares para os pobres dentro da igreja. A igreja se tornou um veículo de elitização. Falam de prosperidade, de troca monetária. Se você é pobre, oferte, dizime, e, enquanto isso, muitos pobres padecem no país", diz ele.


Divulgação: Púlpito Cristão

http://www.pulpitocristao.com/2010/06/saiu-na-folha-evangelicos-fazem.html

NIVEA CHORA AO FALAR DE IDOLATRIA nNA MÚSICA GOSPEL



Cantora cai em pranto ao citar idolatria a musica gospel
A cantora Nívea Soares, ex-integrante do Ministério Diante do Trono, chorou ao falar da idolatria na música gospel. A entrevista foi dada ao repórter fotográfico do portal CREIO, Getúlio Camargo e publicada na mesma seção do portal durante a Conferência Livres 2010 na Igreja Bola de Neve em São Paulo.

- Nós fomos gerados num contexto bem diferente do que está hoje. Na minha época não existia a palavra show e eu me lembro dos cultos que a gente tinha e não existiam celebridades nestes cultos. Não tinha interesse em tirar fotos porque a presença de Deus era tão palpável que as pessoas mergulhavam na presença-, afirmou.

Após ministrar no Diante do Trono em 2003 a cantora iniciou carreira solo e gravou os álbuns ‘Reina Sobre Mim’, ‘Enche-me de Ti’ e o último no formato acústico no Citibank Hall em fevereiro de 2009. Durante o congresso Nívea disse que ministrou sobre este tema aos jovens e alertou como as novas gerações precisam esquecer as aparências e se focar na palavra. “A gente quer Jesus mais do que quer tirar foto com o cara que quer ministrar. Precisamos voltar este tempo”, argumentou aos prantos.
CANTATA DE NATAL

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O BRASIL ESTÁ SOB O SÉRIO RISCO DE DAR O ÚLTIMO SUSPIRO DE LIBERDADE RELIGIOSA

1. Projeto nº 4.720/03 - Altera a legislação do imposto de renda das pessoas jurídicas.

2. Projeto nº 3.331/04 - Altera o artigo 12 da Lei nº 9.250/95, que trata da legislação do imposto de renda das pessoas físicas. Se convertidos em Lei, os dois projetos obrigariam as igrejas a recolherem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.

3. Projeto nº 299/99 - Altera o código brasileiro de telecomunicações (Lei 4.117/62). Se aprovado, reduziria programas evangélicos no rádio e televisão a apenas uma hora.

4. Projeto nº 6.398/05 - Regulamenta a profissão de jornalista. Contém artigos que estabelecem que só poderá fazer programas de rádio e televisão, pessoas com formação em Jornalismo. Significa que pastores sem a formação em Jornalismo não poderão fazer programas através desses meios.

5. Projeto nº 1.154/03 - Proíbe veiculação de programas em que o teor seja considerado preconceito religioso. Se aprovado, será considerado crime pregar sobre idolatria, feitiçaria e rituais satânicos. Será proibido que mensagens sobre essas práticas sejam veiculadas no rádio, televisão, jornais e Internet. A verdade sobre esses atos contrários a Palavra de Deus, não poderá mais ser mostrada.

6. Projeto nº 952/03 - Estabelece que é crime atos religiosos que possam ser considerados abusivos a boa-fé das pessoas. Convertido em lei, pelo número de reclamações, pastores serão considerados criminosos por pregarem sobre dízimos e ofertas.

7. Projeto nº 4.270/04 [/b] - Determina que comentários feitos contra ações praticadas por grupos religiosos possam ser passíveis de ação civil. Se convertido em lei, as igrejas evangélicas ficariam proibidas de pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada, como espiritismo, feitiçaria, idolatria homossexualismo e outras. Se o fizerem, não terão direito a se defender por meio de ação judicial.

8. Projeto de nº 216/04 [/b] - Torna inelegível a função religiosa com a governamental. Significa que todo pastor ou líder religioso lançado a candidaturas para qualquer cargo político, não poderá de forma alguma exercer trabalhos na igreja


• Programas evangélicos na televisão apenas uma hora por dia.
• Igrejas que não realizarem casamento de homem com homem e mulher com mulher,
estarão fazendo 'discriminação', poderão ser multadas e os pastores processados.
• Querem que o dia do 'Orgulho Gay' seja oficializado em todas as cidades brasileiras.
Se aprovadas, fica proibido culto fora das igrejas (evangelismo de rua), cultos religiosos só com portas fechadas.


Enquanto muitos estão com a atenção voltada para o PLC 122/2006, por sua ameaça à liberdade religiosa e de expressão, os militantes da causa homossexual conseguiram, literalmente, passar a perna nos católicos e evangélicos no Congresso Nacional.
Atualmente estamos vivendo um momento de grande mobilização nacional contra a aprovação do PLC 122/2006 do Senado Federal, que trata da criminalização da homofobia. Esse projeto é essencialmente e inconstitucionalmente um atentado violento contra a liberdade de expressão religiosa dos evangélicos, católicos, judeus e muçulmanos.

O PLC 122/2006 enfrenta resistências jurídicas no Senado, apesar de todo apoio político do atual governo e seus aliados, pois foi tecnicamente mal elaborado, ferindo diversos princípios da constituição federal e do código penal. Entretanto, toda a militância gay e seus representantes políticos na Câmara dos Deputados e no Senado, com o total apoio do partido do governo, atuaram nos bastidores desta batalha legislativa para avançar a qualquer custo a criminalização da homofobia e criar uma grande mordaça gay, para que ninguém possa discordar e expressar opiniões contrárias ao homossexualismo.
Ficamos estarrecidos com o que está acontecendo em Brasília, no Senado em relação a tramitação da PL 6418/2005 da Câmara Federal, que transforma em crime, entre outras coisas, o “preconceito por orientação sexual”. Na prática, esse novo projeto, que avançou sem que ninguém no Brasil fosse alertado antes, protegerá o homossexualismo em detrimento da liberdade de expressão e da liberdade religiosa.
O conteúdo do PL 6418/2005 é pior do que o PLC 122, pois esse projeto, que avançou sorrateiramente, é a junção de vários projetos do Congresso Nacional que tratam das discriminações por preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem. Como ocorreu a tramóia:

Em 2004 o Senador Paulo Paim (PT/RS) apresentou o PLS 309/2004, que tratava das diversas formas de discriminações e dava outras providências. Seu projeto tramitou no Senado sem maiores objeções e foi aprovado rapidamente, sendo encaminhada para a Câmara dos Deputados para tramitação e depois sanção presidencial.

Contudo, os ativistas pró-homossexualismo já estavam trabalhando nos bastidores, bem longe dos olhos de todos. Na Câmara dos Deputados, o projeto do Senador Paim recebeu o número de PL 6418/2005, e sua tramitação foi rapidíssima! Em pouco mais de 18 meses, o projeto estava pronto para ser aprovado na Comissão de mérito de Seguridade Social e Família, com parecer aprovado com substitutivo da Deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), em 02/05/2007. O projeto, até então, não incluía o termo orientação sexual e em nada feria a liberdade de expressão e religião. Aliás, a própria relatora garantiu em seu parecer:
“Por fim, não achamos oportuno incluir a discriminação por motivo de orientação sexual na proposta principal, por tratar-se de questão que está sendo melhor abordada e sistematizada em outras proposições em trâmite no Congresso Nacional.”

No entanto, vendo que o PLC 122/06, que tramita no Senado, está enfrentando fortes resistências, os ativistas e parlamentares pró-homossexualismo agiram de forma sigilosa para aprovar a criminalização da homofobia o mais rápido possível e da “melhor” forma jurídica e redacional. A estratégia deles foi simplesmente usar o projeto do Senador Paim.
A mesma relatora do PL 6418/2005 mudou o seu parecer oferecido em 02/05/07 e apresentou novo parecer, em 11/07/2007, com profunda criminalização nas questões de orientação sexual, com repercussões gravíssimas para a liberdade de expressão religiosa no país.

Enquanto esse projeto camaleônico avançava como um escorpião, não houve nenhum tipo de divulgação na mídia secular ou através das assessorias parlamentares da Câmara dos Deputados.
Melhor seria se fosse aprovada uma audiência pública para discussão da matéria, pois haveria mais tempo para divulgação e mobilização de todo povo cristão e seus representantes em Brasília.

Por isso, precisamos mobilizar a todos, pois os parlamentares cristãos da Câmara dos Deputados falharam em sua vigilância, da mesma forma que não vigiaram na aprovação do PL 5003/2001, que passou sem nenhuma dificuldade ou emenda.
Ainda há tempo para mudarmos este cenário sombrio, pois a exposição e publicidade dos atos legislativos nos dão esta opção.
Passaremos a rapidamente a comentar o teor do novo substitutivo apresentado a PL 6418/2005,

O SUBSTITUTIVO:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação e preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica. Parágrafo único: Para efeito desta Lei, entende-se por discriminação toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício em igualdade de condições de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública.”

Observe que no artigo 1º é inserida a tipificação penal da orientação sexual como crime de discriminação, sendo igualado os crimes de raça, etnias e religião. De igual forma, o parágrafo único deste artigo define a discriminação de maneira ampla unindo o seu conteúdo ao princípio da dignidade da pessoa humana e às liberdades fundamentais no campo político (discursos contrários ao homossexualismo), cultura (valores da sociedade), ou qualquer outro campo da vida pública (cria uma mordaça para as atividades públicas contrárias ao homossexualismo).

“Discriminação resultante de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica. Art. 2º. Negar, impedir, interromper, restringir ou dificultar por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica o reconhecimento, gozo ou exercício de direito assegurado a outra pessoa. Pena – reclusão, de um a três anos. § 1° No mesmo crime incorre quem pratica, difunde, induz ou incita a discriminação ou preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica ou injuria alguém, ofendendo-lhe a dignidade e o decoro, com a utilização de elementos referentes à raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.”

No artigo 2º aplica-se todo o conteúdo do PLC 122/2006 e aperfeiçoa-se a redação jurídica, pois o artigo possui um elemento subjetivo específico (por motivo de preconceito) e um objeto de ação objetivo (o gozo ou exercício de direito assegurado à outra pessoa). Esse artigo muito acentua a proteção de valores fundamentais assegurados pela Constituição Federal, porém a orientação sexual é introduzida no mesmo nível, fazendo com que esse novo direito seja respeitado não apenas pelo Estado, mas também por todas as pessoas, grupos e entidades particulares.

“ Discriminação no mercado de trabalho: Art. 3º Deixar de contratar alguém ou dificultar sua contratação por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica. § 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica. Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. § 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.”

De modo muito parecido com o PLC 122/06, o artigo 3º e seu § 2º do PL 6418/2005 tratam da questão da discriminação nas relações trabalhistas ou funcionais e, ao analisarmos também o artigo 1º e seu parágrafo único, verificamos a sua abrangência na incidência, tornando instável qualquer situação hipotética de pessoa que afirme estar sendo discriminada por sua orientação sexual e não problemas de ordem de qualificação profissional ou situação de confiança, etc. Em outras palavras, ficará bem fácil para um homossexual alegar discriminação ao ser despedido, restando pouca proteção aos empregadores.

“Associação criminosa: Art. 5º Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, sob denominação própria ou não, com o fim de cometer algum dos crimes previstos nesta Lei: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem financia ou de qualquer modo presta assistência à associação criminosa.”
Esse artigo 5º inclui qualquer grupo de 3 (três) ou mais pessoas que discordem do homossexualismo e expressem opiniões, por exemplo, no campo político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública (parágrafo único do artigo 1º). Há também a hipótese de que se possa rotular de associação criminosa uma reunião de igreja evangélica ou católica onde se pregam valores contrários ao homossexualismo com base na Bíblia Sagrada, trazendo risco de prisão a todos os envolvidos.

“Art. 7º Os crimes previstos nesta Lei são inafiançáveis e imprescritíveis, na forma do art. 5º, XLII, da Constituição Federal.”

Esse artigo aumenta o rol de crimes não sujeitos o pagamento de fiança para a responder em liberdade ao processo criminal e declara que a sua pena jamais deixará de ser punível em razão do tempo do ato da conduta.

“Art. 9°. Nas hipóteses dos artigos 2º e 5º, o juiz pode determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo; II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas; III – a suspensão das atividades da pessoa jurídica que servir de auxílio à associação criminosa.”
O artigo 9º, inciso I, confere poderes ao Magistrado. Verifica-se que, mesmo sem a instauração da investigação policial, um juiz poderá determinar, por exemplo: a retirada de um livro de conteúdo religioso que conta o testemunho de uma pessoa que deixou de vivenciar a homossexualidade para viver uma vida transformada. A autoridade poderá determinar o recolhimento das Bíblias ou as folhas que falam contra o comportamento homossexual;
No Inciso II, pode-se determinar a retirada do ar das transmissões de rádio e de televisão de programas de cunho religioso onde sejam abordados temas contrários ao homossexualismo.

No inciso III, pode-se concluir hipoteticamente o fechamento de igrejas, associações de ajuda mútua na questão da saída do homossexualismo, seminários católicos e evangélicos e ONGs que em seu objeto discordem do homossexualismo.

Tal fato se dá em razão de as igrejas estarem inseridas dentro do Código Civil brasileiro como pessoas jurídicas de direito privado, embora como entidades religiosas.
Assim não restam dúvidas de que o atual substitutivo apresentado nesse PL 6418/2005 é de conteúdo ameaçador idêntico ao conteúdo do PLC 122/06, embora sem os vícios jurídicos que impossibilitam sua aprovação.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SOMOS NÓS HEREGES?

Há momentos em nossa caminhada cristã, que não é mais possível calar o que está sufocando a nossa alma e trazendo uma “santa” indignação ao nosso coração.

Pessoas desanimadas, desiludidas, desmotivadas até com sua fé, levam-nos a escrever com a esperança de que esse desabafo possa também ser delas e as leve a questionar, não a sua fé e esperança em Cristo, mas aquilo que estamos vivendo hoje.

A segunda carta do apóstolo João, no versículo 7 diz: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus veio em carne. Esse tal é o enganador e o anticristo”.

O que temos visto ultimamente é que muitos destes que pregam a Palavra de Deus, confessam a Jesus como Senhor e Salvador, apelam até para que as pessoas O aceitem como tal, no entanto confessam coisas que nos fazem questionar “de onde eles tiram esses ensinamentos?” Costumam dizer que se alguém adoece é por falta de fé ou por dar lugar ao diabo. Confessam que todo crente tem o direito de gozar saúde e prosperidade nessa vida e a enfermidade jamais deve ser a vontade de Deus. Essa “confissão positiva” ensina que o sofrimento do cristão, doença, pobreza, problemas indicam impureza (pecado) ou falta de fé. A prosperidade financeira e material indicam a maturidade do crente.

Coitados então de: Trófimo: Paulo disse, Tito 1:21 “Deixei Trófimo doente em Mileto". De Timóteo; Paulo lhe dá um conselho: “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa de seu estômago e das tuas freqüentes enfermidades." E de Epafrodito: Efésios 2:27 – “E, de fato esteve doente, e quase à morte, mas Deus se apiedou dele”. E o que dizer do “espinho na carne” de Paulo e os sofrimentos de Jó ?

Confessam que você tem que ser cabeça, estar por cima. Ouvi um pregador dizer:

“Não aceite isso que você está vivendo. Como posso aceitar dor na coluna, hérnia de disco, osteoporose. É injusto eu, servo de Deus, pagar aluguel. Precisamos buscar a justiça de Deus. Nós não podemos aceitar só comer arroz e feijão. Os filhos de Deus não podem aceitar isto. O Senhor não nos chamou para uma vida medíocre”.

Parece que eles não entendem nada da soberania de Deus e nem de ser um servo do Senhor. Que diferença dos ensinos de Paulo que desenvolveu sua teologia no cadinho do sofrimento. Em 2 Cor.: 11:23-27, ele diz: “Em trabalhos muito mais, muito mais em prisões, em açoites sem medida, em perigo de morte muitas vezes, cinco vezes recebeu dos judeus uma quarentena de açoites menos um, três vezes fustigado com varas, naufrágios três vezes, uma noite e um dia na voragem do mar, jornadas muitas vezes em perigo de salteadores (...) entre falsos irmãos, trabalhos e fadigas, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, frio e nudez”.

O amor de Cristo, segundo Brennan Manning, em o Evangelho Maltrapilho, inspira a confiança de agradecer a Deus, a dor de cabeça incômoda, a artrite tão dolorosa, a escuridão espiritual que nos envolve, de dizer como Jó: “Temos recebido o bem de Deus; não receberíamos também o mal?”. A graça de Deus nos diz que somos aceitos como estamos. Podemos não ser o tipo de pessoa que desejaríamos, podemos estar muito distante dos nossos objetivos, podemos contar mais fracassos do que realizações, podemos não ser ricos, poderosos ou espirituais, podemos até mesmo não ser felizes, mas somos, apesar de tudo, aceitos por Deus e seguros nas suas mãos. Essa é a promessa feita a nós em Jesus Cristo. Uma promessa na qual podemos confiar.

Outro dia uma irmã me disse:

“Eu não aguento mais ouvir falar de prosperidade e dinheiro na igreja. Vou sair de lá. Eu preciso de alimento para a minha alma, porque só eu sou crente em minha casa e vou à igreja para receber uma Palavra para o meu coração e só ouço falar em prosperidade, restituição, multiplicação”.

Lembrei-me do Salmo 142:04: “Olhei para a minha direita e vi, mas não havia quem me conhecesse; refúgio me faltou; ninguém cuidou de minha alma.”

Embora muitas pessoas não falem, elas estão sedentas pela Palavra de Deus, que é alimento para a alma e o espírito. Paulo, combatendo esse tipo de coisa, em 1Timoteo 6:07 diz: “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo porém, sustento e com o que nos cobrirmos estejamos com isto contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em laços, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na prostituição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males. E nessa cobiça alguns deixaram da fé e se traspassaram a si mesmo com muitas dores.”

Uma outra irmã me contou que no final do culto o pregador dizia: “Tenho aqui vinte envelopes, quem pode dar quinhentos reais,” e continuava, “e agora trezentos reais, e duzentos”, e ia abaixando o seu “leilão da fé” até chegar a dez reais, como se o Senhor precisasse que comprássemos suas bênçãos.

Um pregador apelava para que as pessoas vissem ouro e prata que iam aparecendo nos bancos da igreja e nas mãos delas. Deus pode fazer isso? Pode se quiser, mas com que propósito? Paulo aos Coríntios 11:03 diz: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, sejam de alguma sorte corrompidos vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo."

A esposa de um pastor me contou que eles deram abrigo a um missionário, evangelista que vinha de outro país, deram-lhe a igreja para morar com a família, cesta básica, enganando-se com sua “unção e poder”. No final, ele os atraiçoou de tal forma que ia à casa dos membros da igreja, falando mal do seu marido, do seu ministério e saiu de lá, fundando para si uma igreja e levando muitos deles com ele.

Jesus disse, em Mat.; 24:24: “Porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas e farão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Paulo, em At.;20:29, falando aos anciãos da igreja diz: “porque eu sei isto: que depois de minha partida, entrarão no meio de vós, lobos cruéis que não perdoarão o rebanho.”

Existem outras “coisas estranhas” que já vimos. Vi um vídeo de uma grande associação de homens e mulheres crentes há alguns anos atrás, que mostrava um desses apóstolos orando por cura e os crentes ficavam extasiados quando ele exibia em sua mão o câncer que, segundo ele, havia saído da pessoa. Mais tarde, um pastor de renome, nesse país descobriu a farsa e desmacarou-o, dizendo que fora feito um exame no laboratório e aquilo que ele exibia era apenas, se não me engano, fígado com farinha de trigo. Quantos se deixaram enganar!!!!!

Um dos pregadores de uma igreja famosa da TV dizia: “Venha hoje! Eu vou fazer uma oração forte! Eu vou lhe dar uma chave para você levar para casa – a chave da felicidade!” (E mostrava o “amuleto” em forma de chave para abrir as portas que estavam fechadas na vida das pessoas). Outro dizia: “Você vai levar para casa o sangue do cordeiro para passar na sua casa.”. Um dia pude comprovar isso através de uma amiga que foi a uma das reuniões de uma dessas igrejas para acompanhar uma vizinha que ia fazer “uma corrente” e ela contou-me que o pregador deu-lhes um pacotinho contendo sangue para ungir a casa. Ela levou-o constrangida em não aceitá-lo, e me contou também que no dia seguinte, aquele sangue coagulou e ficou com um odor horrível.

Um outro pregador dizia: “Traga de sua casa uma camisa de seu marido com um nó e aqui nós vamos desfazê-lo para ele ser liberto.” Um outro disse: “Nós vamos orar por você, vamos interceder por você e levar sua carta no monte. Coloque dentro do envelope cem reais. Nós estamos pedindo que trinta mil pessoas nos enviem essa quantia para não parar nosso programa.” (Ao ouvir isso, uma pessoa disse: “Puxa, vai dar três milhões de reais”...)

Vi um pregador que exibia um pote de óleo e mandava as pessoas beberem um copinho de “óleo ungido” e alertava que alguns poderiam ter vômitos. O que a Bíblia diz em Tiago 05:14 é: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor e a oração da fé salvará o doente e o Senhor o levantará.”

Em II João 09:10 diz: “Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus: quem persevera na doutrina de Cristo, este tem tanto ao Pai como a o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz essa doutrina, não o recebais em casa e nem tão pouco o saudeis.”

Essas palavras solenes de João inspiradas pelo Espírito Santo, como diz a Bíblia de Estudo Pentecostal, são uma ofensa para as igrejas hoje. Porém, o ensino de João parecerá errado somente para quem não tem interesse pela glória de Cristo, pela autoridade da Palavra de Deus. Ela diz também: “Muitos enganadores estão pervertendo a Palavra de Deus e procurando persuadir os cristãos a aceitarem seus ensinos”. O crente deve classificar todos os ensinadores que não permanecem na doutrina de Cristo como mestre sem Deus e sob condenação divina.

Em meio a esta efervescência religiosa e teológica (como diz o livro Vento de Doutrinas – Ed. Betânia, “...muitos cristãos, especialmente os menos arraigados na Palavra ficam completamente desnorteados, deixando-se fascinar por “outro evangelho”) um “ apóstolo” recentemente falou na igreja: “Porque estou trazendo esse tipo de evangelho para você é que você tem vivido uma vida de manjedoura. Acabou. Agora é só palácio para você hoje."

Paulo disse em Gl 1:7:8 "De fato, não há outro evangelho, porém eu falo assim porque há alguns que estão aborrecendo vocês, querendo mudar o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”

A palavra do Senhor também nos adverte, quão perigoso é declarar: Assim diz o Senhor. Em Jeremias 21:31, o Senhor diz: “Eis que eu sou contra os profetas, diz o Senhor, que usam de sua língua e dizem: Ele disse."

Jesus advertiu seus discípulos: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis”.

Precisamos voltar ao Evangelho simples e puro de Jesus, ao Evangelho da graça. Será que temos nos deixado levar por doutrinas estranhas como afirma Hebreus 13:09 : “Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas”.

O que nos entristece também é que, quem questiona a veracidade destas coisas é chamado de religioso, incrédulo e não tem fé. Parece haver aí uma inversão de valores. Será que temos vivido essas heresias? Pedro também faz um alerta em II Pedro 2:01: “...falsos doutores introduzirão, encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou”.

Será que somos hereges? Parece-nos que está havendo um tempo em que encontrar os sete mil que não dobraram seus joelhos a Baal (ou a Mamon), I Reis 19:18, está ficando cada vez mais difícil. Precisamos ficar alertas! Não deixar que essas coisas contaminem nossos corações e nos perturbem! Jesus, alertando-nos para que ninguém nos engane e falando sobre sua volta, em Lucas 21:28 nos anima com essas palavras “Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”.

Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Autora: Vera Alice Oliveira Basso

AS 10 PRAGAS DO EGITO - CIENTISTAS COMPROVAM A EXISTÊNCIA, MAS DIZEM QUE FORAM UMA CADEIA DE COINCIDÊNCIAS

Pesquisadores acreditam terem encontrado evidências dos verdadeiros desastres naturais das dez pragas do Egito, que levou Moisés a libertar os israelitas da escravidão no livro bíblico Êxodo.
Mas ao invés de explicá-los como decorrentes de um ato de Deus, os cientistas afirmam que as causas das pragas podem ser atribuídas a uma cadeia de fenômenos naturais provocados por mudanças no clima e as catástrofes ambientais que aconteceram há centenas de quilômetros de distância.

Eles compilaram evidências convincentes que oferecem novas explicações para as pragas bíblicas, que será apresentada em uma nova série a ser transmitida no canal de televisão Nacional Geographic no domingo de Páscoa.

Os arqueólogos acreditam amplamente que as pragas ocorreram numa antiga cidade de Pi-Ramsés no Delta do Nilo, capital do Egito durante o reinado do faraó Ramsés, o Segundo, que governou entre 1.279 aC e 1.213 aC.

A cidade parece ter sido abandonada há 3.000 anos atrás e cientistas afirmam que as pragas poderiam oferecer uma explicação para este abandono. Climatologistas que estudaram o clima antigo descobriram uma mudança drástica no clima da região, que ocorreu no final do reinado de Ramsés, o Segundo.

Ao estudar estalagmites em cavernas egípcias, os climatologistas foram capazes de reconstruir um registro dos padrões de tempo usando os traços de elementos radioativos contidos na formação calcária.

Eles descobriram que esses fatos coincidiram com o reinado de Ramsés. Antes havia um clima quente e úmido, mas depois o clima mudou para um período de seca.

O professor Augusto Magini, paleoclimatologista no instituto da Universidade de Heidelberg para a física do ambiente, disse que o “Faraó Ramsés II reinou durante um período muito favorável climáticas. Houve muita chuva e seu país floresceu. Este período úmido durou apenas algumas décadas. Após o reinado de Ramsés o clima faz uma curva acentuada para baixo em um gráfico. Há um período de seca, que certamente teria tido consequências graves”. Os cientistas acreditam que este parâmetro no clima foi o ponto de partida para a primeira das pragas.

O aumento das temperaturas poderia ter feito o rio Nilo secar, transformando o rio que flui rápido (que foi salva-vidas do Egito) em um movimento lento e cursos de água lamacenta.

Estas condições teriam sido perfeitas para a chegada da primeira praga, que na Bíblia é descrita como o Nilo voltando-se para o sangue.

O dr. Stephan Pflugmacher, biólogo do Instituto Leibniz de Água Ecologia e Pesca Interior, em Berlim, acredita que esta descrição poderia ter sido o resultado de uma alga tóxica de água doce. Ele disse que a bactéria, conhecida como Borgonha ou algas Blood Oscillatoria rubescens é conhecida por ter existido há 3.000 anos e ainda hoje provoca efeitos semelhantes.

“Ela se multiplica maciçamente no movimento lento das águas quentes com altos níveis de nutrição. E quando morre deixa manchas vermelhas na água”, disse.

Os cientistas também afirmam que a chegada deste conjunto de algas em movimento acarretou a chegada da segunda, terceira e quarta pragas – rãs, piolhos e moscas.

O desenvolvimento de girinos em adultos é regulado por hormônios que podem acelerar o seu desenvolvimento em tempos de estresse. A chegada das algas tóxicas teriam desencadeado tal transformação e forçou os sapos a deixarem a água em que viviam.

Com a morte das rãs, os mosquitos, moscas e outros insetos teriam se multiplicado por causa da falta de predadores. Esse fato, de acordo com os cientistas, poderia ter ocasionado a quinta e sexta pragas – gado doente e furúnculos.

“Nós sabemos que muitas vezes os insetos portadores de doenças como a malária provocam uma reação em cadeia, que é o surto de epidemias, fazendo com que a população humana fique doente”, explicou o professor Werner Kloas, biólogo do Instituto Leibniz.

Outra grande catástrofe natural que ocorreu a mais de 400 quilômetros de distância pode ser a responsável por desencadear a sétima, oitava e nona pragas, que trazem granizo, gafanhotos e trevas para o Egito.

Uma das maiores erupções vulcânicas da história da humanidade ocorreu quando Thera, um vulcão que fazia parte do arquipélago mediterrâneo de Santorini, ao norte da ilha de Creta, explodiu há cerca de 3.500 anos atrás. Essa erupção “vomitou” milhões de toneladas de cinzas vulcânicas na atmosfera.

Nadine von Blohm, do Instituto de Física Atmosférica da Alemanha, fez experiências sobre como se forma o granizo e acredita que as cinzas vulcânicas podem ter relação com trovoadas no Egito para produzir tempestades de granizo.

O dr. Siro Trevisanato, biólogo canadense que escreveu um livro sobre as pragas, disse que os gafanhotos também poderiam ser explicados pela vulcânica cair fora das cinzas.

“A queda de cinzas para fora do vulcão causou anomalias climáticas, que se traduz em precipitações mais elevadas e maior umidade. Isso é exatamente o que favorece a presença dos gafanhotos”, disse.

As cinzas vulcânicas também poderiam ter bloqueado a luz do sol realizando a história de uma praga da escuridão.

Os cientistas encontraram pedra-pomes, a pedra feita de arrefecimento de lava vulcânica, durante as escavações das ruínas do Egito, apesar de não haver qualquer vulcão no Egito.

A análise das rochas mostram que ela veio do vulcão de Santorini, fornecendo evidências físicas de que a precipitação de cinzas da erupção em Santorini atingiu a costa egípcia.

A causa da última praga, a morte dos primogênitos do Egito, tem sido sugerida como sendo causada por um fungo que pode ter envenenado o abastecimento de grãos, dos quais meninos primogênitos teriam prioridade em receber os alimentos da colheita, por isso foram a primeira vítima.

Mas o Dr. Robert Miller, professor de Antigo Testamento da Universidade Católica da América, disse: “Eu estou relutante em avançar com as causas naturais para todas as pragas”.

O problema com as explicações naturalista é que elas perdem o sentido. “E a questão toda é que você não saiu do Egito por causas naturais. Você veio pela mão de Deus”, disse.

Fonte: Gospel

COLOCANDO LITERALMENTE FOGO NO BRASIL

Myles Munroe
Myles Munroe nasceu em Nassau, Bahamas, em 1954 é o pastor sênior da Bahamas Faith Ministries International, com sede em Nassau, Bahamas que inclui institutos de treinamento de liderança, agência de missões, editora, rede de televisão, rádio e comunicação on-line. É um palestrante freqüente na Trinity Broadcasting Network, associado ao Concílio Internacional de Apóstolos (ICA), liderado mundialmente por C Peter Wagner do seminário Fuller. Diretor executivo e presidente do conselho de administração da Third International World Leaders Association e presidente da International Leadership Training Institute.

É o fundador e presidente dos Ministério Internacional da Fé de Bahamas, que é uma inclusiva rede de ministérios, centralizada em Nassau, Bahamas. Munroe possui grau de bacharel em Artes e Educação, belas Artes e Teologia pela Universidade Oral Roberts, grau de Mestre em Artes e Administração pela Universidade de Tulsa, e um honorário grau de Doutorado pela Oral Roberts Universidade.

Em 1998, tornou-se o mais jovem a ter a honra de receber prêmio de “Oficial do Imperio Britânico” (OBE), que foi outorgado pelo Rainha da Inglaterra e o prêmio Jubileu de Prata (SJA) do Governo de Bahamas, por sua contribuição ao crescimento e fortalecimento de Bahamas Myles Munroe é um palestrante motivacional, autor de muitos livros, consultor do governo, analista e homem de negócios associado a Benny Hinn e outros pregadores da prosperidade...

Casado com Ruth Munroe e pai de dois filhos. Tem viajado pelo mundo todo pregando seus ensinos em vários congressos, seminários e cursos de liderança. Muitas igrejas, contratam os serviços de Myles na ânsia de verem seus templos lotados.

Myles é também o pastor, muito amado por Silas Malafaia e há muitos anos mentor de Robson Rodovalho conhecido pelas inúmeras ministrações motivacionais nas celebrações da igreja.

Infelizmente é mais um desses pastores pertencentes ao sistema babilônico americano que está implantando as suas heresias pelo mundo. Ele presta acessoria para empresários, governantes e religiosos com o objetivo de estabelecer o paraíso na terra. Para tal fim, nesse vídeo ele aparece divulgando o seu livro “ A grande idéia de DEUS”.

A primeira mentira está em dizer que DEUS estabelecerá um reino de paz e amor global na terra, pois o Senhor Jesus é muito claro na Bíblia quando diz que o seu reino não é desse mundo.


Ora, se essa péssima idéia de Munroe não provém de DEUS então ele está trabalhando para a construção da Nova Ordem Mundial. Nesse vídeo, Munroe vende a sua idéia exatamente como aquelas propagandas insuportáveis de produtos na TV (ex.: o famoso polishop).

Assim como Morris Cerulo, Munroe também usa a numerologia Bíblica, a última moda de apostasia das igrejas. Ele justifica suas heresias usando de forma errada o versículo de 1 Gênesis 26 que somando os números: 1+2+6=”9″, Gênesis 6:3 (6+3=”9“) e também usa os “9″ planetas…. Mas a apostasia não para por ai! Abaixo temos alguns trechos extraídos dessa tele-venda que são alarmantes:

Segundo Munroe, todos os habitantes da terra clamam por um governo único que será controlado por um rei . Esse rei por sua vez deve influenciar a mente das pessoas:

“…Um reino é a influência de governo de um rei sobre um território implantando seus propósitos, desejos objetivos, para então os cidadãos refletirem a moral e os princípios do rei…”
Mais adiante ele pretende transformar a terra em uma colônia mundial, ou seja, ela acredita que DEUS estabelecerá uma ordem portadora do Seu nome, sinal e número de letras do seu nome. Sinceramente…é horrível ver a cegueira espiritual desses líderes.

“ A grande idéia seria estender o reino dos céus na terra, como uma colônia mundial”

Mais adiante ele dá um exemplo de liderança mundial usando um Rei, que agora passa a ser um príncipe, de origem britânica para governar a terra. Essa indicação está totalmente de acordo com a Nova Ordem Mundial de Baha’u’llah, pois o mesmo escolheu um dos príncipes britânicos como seu executivo mundial.

A frase mais assustadora de Munroe é quando ele diz que o diabo não estabelecerá um reino na terra, pois o mesmo está politicamente derrotado.

“Então, estamos fazendo o impeachment do diabo, irmão…!! O diabo está prestes a perder a eleição” Uhuuuuuuuu!!!!!

Nunca satanás esteve tão ativo como agora. A besta da Terra, do mar (O anticristo e seus nove mestres eleitos) , o falso profeta e a Besta do Abismo (que é o cristo cósmico) estão quase completos. Isso mostra que ele despreza totalmente o livro de Apocalipse.
Através desse erro de interpretação Myles Munroe está implantando cursos de liderança nas igrejas e a primeira vitima de suas heresias é novamente a igreja Assembléia de DEUS.

Esses cursos de liderança tem como objetivo preparar politicamente algumas pessoas que serão chamadas de lideres morais (o super pastor do bairro) , eles são os agentes facilitadores que trabalharão no desenvolvimento da sustentabilidade ambiental e da comunidade durante o reinado do anticristo e do cristo cósmico na terra.

Para implantar esse conceito Myles esteve presente no curso de escola de lideres de Silas Malafaia no dia 03/11/09. Abaixo temos uma narrativa seguida de um comentário de Myles sobre a importância da liderança:

Após buscar tanto conhecimento, concluiu que em nenhuma de suas fontes de aprendizado havia uma definição ideal para liderança. Acabou, então, criando a sua própria, que atualmente é usada por muitos estudiosos e considerada a mais completa:

“Liderança é a capacidade de influenciar outros por meio da inspiração gerada por uma paixão, motivado por uma visão que nasce de uma convicção produzida por um propósito”.

Com isso Myles Munroe criará uma sociedade de fanáticos e apaixonados em servir os propostos ecológicos da nova ordem mundial (o reino de Abhá) e alguns serão capazes de matar se forrem contrariados. Assim, a terrível profecia referente ao sistema religioso babilônico americano acontecerá sobre os cristãos deixados para trás que acordarão um pouco tarde para essa realidade:

"E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração". (Apocalipse 17 : 6)

Recentemente Myles foi citado na imprensa em Bahamas, lamentando a falta de liderança política no país, ele teria insinuado que poderia considerar entrar na política.

Outras referências a Myles Munroe são encontradas no livro do Pr. Paulo Romeiro Evangélicos em Crise, onde nos informa que Myles é autor de um livro um tanto quanto estranho, publicado pela editora do também Pr. Robson Rodovalho, cujo título é: "Como compreender o seu potencial, a descoberta do verdadeiro Eu".

O livro traz algumas afirmações um tanto quanto bizarras, vejamos:

“Assim Deus criou você para ser onipotente” (pág. 23).

“A maioria de nós quer ser como Jesus, isso não é o que Deus quer. Deus quer que nós sejamos como Cristo, Jesus veio para nos mostrar como Cristo se parece quando ele surge em forma humana” (pág. 28,9).

“Jesus foi a manifestação humana do Cristo Celestial” (pág. 29).

“O corpo de Lúcifer foi criado com tubos internos para que toda vez que ele levantasse uma asa, um som saísse na forma de musica (...). Assim que ele começava a abanar suas asas os anjos começavam a cantar” (pág. 43).

“Nós sempre existíamos, no estado anterior, nós éramos invisíveis, mas sempre existimos” (pág.82).

Concluindo, espero que os pastores brasileiros tenham um cuidado maior, com relação a quem eles trazem para pregar em nosso país, e a propaganda “estilo” Faustão, “um dos maiores” etc...

Se continuar desse jeito vão acabar colocando fogo no Brasil, literalmente!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Resposta aos incomodados com o avanço dos blogs apologéticos

Resposta aos incomodados com o avanço dos blogs apologéticos / subversivos


Hermes C. Fernandes



Muito tem sido falado acerca do labor dos chamados blogs apologéticos. Alguns os criticam usando passagens bíblicas fora de seu contexto para minar sua reputação e despretigiar seu trabalho. Outros vão para seus programas de TV para chamar os seus editores de bandidos, invejos, preguiçosos e por aí vai…

O que não se percebe é o valor extraordinário do trabalho que tem sido desenvolvido por um verdadeiro exército de apologetas. Eu diria que os blogs apologéticos cumprem um papel análogo ao das epístolas de Paulo, Pedro, João e Judas. O que têm em comum? O árduo combate às heresias destruidoras que adentram sorrateiramente os arraiais cristãos.

Graças às heresias, Paulo e os demais escritores neotestamentários empreenderam um trabalho hercúleo para que os cristãos primitivos se mantivessem firmes da verdade.

Ora combatendo o legalismo judaizante, ora combatendo o gnosticismo, os apóstolos não deram um minuto de trégua aos inimigos da fé, muitos dos quais já haviam se infiltrado na igreja, ocupando lugar de promeminência em seus quadros ministeriais.

Quem se escandaliza quando vê nomes serem citados sem o menor recato, talvez não saiba que Paulo nos oferece o precedente para isso. Nem Pedro foi poupado quando andou arrastando asas para os judaizantes.

Quem promove escândalo não são os blogueiros apologetas e sim os vendilhões do templo, os espertalhões que usam do nome de Deus para fazer comércio e angariar a confiança dos crédulos incautos. Eles que deveriam ser censurados, e não so que defender a fé com unhas e dentes.

Honra-me fazer parte deste exército, cujas fileiras têm aumentado significativamente. Cada novo visitante de nossos blogs se torna um ‘subversivo’ em potencial, como aquelas rapozinhas incendiárias que Sansão soltou no meio da plantação dos Filisteus. Aviso aos incomodados que se mudem, ou melhor, que sejam transformados pela verdade do Evangelho, pois este é um caminho sem volta.

A revolução já está em andamento! E é isso que preocupa quem vive da ignorância das pessoas. Enquanto eles gastam milhões em seus programas de TV, nós apenas usamos nosso espaço virtual, sem qualquer gasto (apenas de tempo, a ponta de nossos dedos e neurônios, rs). O alcance dos blogs é tamanho que até o Bispo Macedo já tem o seu e o Papa insiste em que cada padre publique o seu próprio blog.

Criticar os blogueiros apologéticos na TV só fará aumentar cada vez mais sua influência subversiva. Onde isso vai dar? Quem viver, verá

sábado, 5 de junho de 2010

A CENOURA, O OVO E O CAFÉ

A PROVÁVEL CAUSA DA MORTE DE CRISTO

1 - A crucificação leva a pessoa a asfixia

a) A razão para isso é a tensão sobre os músculos e o diafragma, onde a pessoa fica somente na posição de inalar

b) Para exalar a pessoa tem de firmar-se sobre os pés, aliviando assim a tensão sobre os músculos

* Ao fazer isso o prego vai rasgando os pés.

* Essa repetição leva a pessoa a exaustão até não conseguir respirar mais.

c) Ao diminuir a respiração, ele entra no estado de acidose respiratória

* O dióxido de carbono no sangue é dissolvido em ácido carbônico aumentando a acidez do sangue

* Isso faz o coração bater de modo irregular, levou-o ao ataque cardíaco.


2 - A água e o sangue que sai de Jesus quando a lança lhe é transpassada

a) JOÃO 19.34=> Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

* O choque hipovolêmico (Perda de sangue excessiva) leva o coração a bater rapidamente, levando o acumulo de líquido na membrana em torno do coração

* Daí chamarmos de efusão pericardial e efusão pleural


4 - Porque os soldados quebravam as pernas dos criminosos?

a) Jo 19.32,33 => Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como Ele fora crucificado;

33 Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas.

* Era costume quebrar as pernas dos criminosos para apressar a sua morte

*Ao quebrar as pernas do criminoso, ele era impedido de se apoiar sobre elas, impedindo assim, que ele empurra-se o seu corpo para cima e respirar.

* Não podendo assim fazer o criminoso morria por asfixia.

postado por rébuli às 15:01 0 comentários
A CENOURA, O OVO E O CAFÉ
A cenoura, o ovo e o café


"Uma vida não tem importância se não for capaz de impactar

positivamente outras vidas", Ilson Thomas

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os

colocou em uma tigela. Então, pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.

Virando-se para ela, perguntou:

- "Querida, o que você está vendo?"

- "Cenouras, ovos e café", ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.

Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

- "O que isto significa, pai?"

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervente, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis - sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornara mais rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável; depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

Ele perguntou à filha:

"Qual deles é você, minha querida? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força? Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca parecer a mesma?Ou será que você é como o pó de café, capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio?"

Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões. Cabe a nós - somente a nós - decidir se a suposta crise irá ou não afetar nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida. Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva. Mas você precisa acreditar nisso. Confiar que você tem capacidade e tenacidade suficientes para superar mais este desafio.

A cenoura, o ovo, o café e a água.

CINCO MANEIRAS DE AFASTAR SEU FILHO DA IGREJA

Cinco maneiras de afastar seu filho da igreja

1º - Diante das menores dificuldades, tais como, indisposição, chuva, frio, cansaço, não vá aos cultos. Com isso seu filho vai crescer com a idéia de que freqüentar as reuniões não é assim tão necessário.

"... e considerem-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.

( Hebreus 10:24,25 )

2º - Quando estive à mesa ou reuniões da família, faça comentários ou críticas ao ensino do pastor ou líderes. Com isso seu filho crescerá não tendo respeito por eles, nem dando créditos aos seus ensinos.

"Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obras. Tende paz entre vós".

( I Tessalonicenses 5:12,13 )

3º - Cuide para que seu filho cresça num lar que não seja diferente de qualquer outro. Afinal que valor há em aplicar princípios da palavra de Deus a todos os aspectos da vida familiar.

"E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.

( Deuteronômino 6:6,7 )

4º - Gaste diante da TV todo seu tempo que passa em casa, ao invés de separar parte dele para a leitura da Bíblia e oração. Basta apenas orar na hora das refeições. Com certeza seu filho aprenderá que, orar e estudar a palavra de Deus não tem nenhum valor pra você.

"E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, a fim de os cumprir.."

( Deuteronômino 17:19 )

5º - Comente a vontade a vida dos outros membros da igreja, depois ao encontrá - los na igreja, apresse - se a cumprimentá - los com um largo sorriso. Com isso seu filho terá a impressão de que a vida cristã é pura hipocrisia e não deseja seguir o mesmo caminho.

"...que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas moderados, mostrando
toda a mansidão para com todos os homens".

( Tito 3:2 )

Incentive seu filho a estar sempre participando das nossas reuniões para com isso vir a receber a palavra de Deus.


" Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele". ( Provérbios 22:6 )

REFORMA PROTESTANTE


BIOGRAFIA


Martinho Lutero (1483-1546) nasceu em Eisleben, na Saxônia, sendo filho de um empreiteiro de minas que atingiu certa prosperidade econômica. Influenciado pelo pai, ingressou em 1501 na Universidade de Erfurt, para estudar direito, mas seu temperamento inclinava-o à vida religiosa, Em 1505, após quase ter morrido em uma violenta tempestade, ingressou na Ordem dos Monges Agostinianos, cumprindo promessa feita a Santa Ana.


Estudioso sério, metódico e aplicado, Lutero conquistou prestígio intelectual, tornando-se, em 1508, professor da Universidade de Wittenberg. Em 1510, viajou a Roma, de onde regressou decepcionado com o clima de corrupção que percebera no alto clero, Nos anos de 1511 a 1513, aprofundou-se nos estudos teológicos, ate que começaram a amadurecer em seu espírito as idéias para a criação de uma nova doutrina religiosa. Nas epístolas de São Paulo, encontrou uma frase que lhe paraceu fundamental: "o justo se salvará pela fé". Concluiu Lutero que o homem, corrompido em razão do pecado original, só poderia salvar-se pela fé incondicional em Deus. Somente a fé, e não as obras praticadas, seria o único instrumento capaz de justificar os pecados e de conduzir à salvação, graças à misericórdia divina. Em 1517, eclodiu o incidente que provocaria o rompimento entre Lutero e a Igreja Católica, girando em torno do episódio conhecido como venda de indulgências. Tendo como o objetivo arrecadar fundos para financiar a reconstrução da Basílica de São Pedro, o Papa Leão X permitiu que se concedessem indulgências (perdão dos pecados) a todos os fieis que contribuíssem financeiramente com a Igreja. Escandalizado com essa salvação comprada a dinheiro, Lutero afixou na porta da Igreja de Wittenberg um manifesto público ( as 95 teses), em que protestava contra a atitude do Papa e expunha os elementos de sua doutrina. Iniciava-se, então, uma longa discussão entre Lutero e as autoridades eclesiásticas, culminando com sua excomunhão pelo Papa, em 1520. Demonstrando descaso e revolta diante da Igreja, Lutero queimou em praça pública a bula Papal Exsurge dimine, que o condenava.



“Martinho Lutero era um monge agostiniano, de origem pequeno-burguesa, da região da Saxônia. Um homem pessoalmente angustiado e com tendências ao misticismo. Seu rompimento com a igreja católica deu-se em razão da venda de indulgências. Para concluir a construção da Basílica de São Pedro, o papa Leão X (1513-1521) determinou a venda de indulgências para toda a cristandade e encarregou o dominicano Tetzel de comerciá-las na Alemanha”.


Venda de Indulgências

Lutero protestou violentamente contra tal comércio e, em 1517, afixou na porta da igreja de Wittenberg, onde era mestre e pregador, 95 proposições onde, entre outras coisas, condenava a prática vergonhosa da venda de indulgências. O papa Leão X exigiu uma retratação, sempre recusada.


Lutero foi excomungado e reagiu imediatamente, queimando em público a bula papal (documento de excomunhão)

Frederico, príncipe eleito da Saxônia e protetor de Lutero, recolheu-o em seu castelo, onde o pensador religioso desenvolveu suas idéias. As principais foram:

• A justificação pela fé, pela qual as aparências têm valor secundário. A única coisa que salva o homem é a fé. Sem ela, de nada valem as obras de piedade, os preceitos e as regras. O homem está só diante de Deus, sem intermediários: Deus estende ao homem sua graça e salvação; o homem estende para Deus sua fé.

• Por isso a Igreja não tem função, o papa é um impostor, a hierarquia eclesiástica, uma inutilidade.

• Outra idéia de Lutero era o livre-exame. A Igreja era considerada incompetente para salvar o homem; por isso sua interpretação das Sagradas Escrituras não era válida: Lutero queria que todos os homens tivessem acesso à Bíblia (por isso a traduziu do latim para o alemão). Todo homem poderia interpretar a Bíblia segundo sua própria consciência, emancipando-se no plano da ideologia religiosa.


A REBELIÃO DOS NOBRES E DOS POBRES


Os nobres alemães viram nas propostas de Lutero uma oportunidade para se apoderarem dos ricos domínios da igreja católica na Alemanha, Assim, o grão-mestre da Ordem Teutônica, uma ordem religiosa, converteu-se ao luteranismo e secularizou (confiscou) os bens da ordem; além deste, outros nobres também se converteram, como os senhores do Saxe, de Brandemburgo e de Hesse.

Em 1522 os cavaleiros do império, camada social que se achava em processo de decadência, resolveram atacar vários principados eclesiásticos para se aposarem das terras e fortalecer sua posição na sociedade alemã. A nobreza católica reagiu, apoiada inclusive por alguns nobres luteranos, que se sentiam ameaçados em seus interesses. Em 1523 a rebelião foi esmagada. Aproveitando a derrota dos cavaleiros, os camponeses da Alemanha central e meridional iniciaram, em 1524, uma rebelião.

Lutavam pelo fim da servidão camponesa e pela igualdade de condições dos camponeses com o clero e a nobreza.

Nestas lutas destacou-se Thomas Münzer, que, influenciado pelas doutrinas de Lutero, clamava pelo extermínio dos ateus, dos sacerdotes e da nobreza fundiária. Lutero, entretanto, repudiou este levante, recomendando aos nobres que derrotassem os camponeses, exterminando-os como “cães raivosos”.


Saque de um mosteiro realizado pelos camponeses em 1924


A nobreza alemã organizou um grande exército, composto por católicos, protestantes, burgueses e padres e, em maio de 1525, eliminou mais de 100 mil camponeses, inclusive Thomas Münzer. As idéias deste homem geraram uma nova seita, mais radical que a luterana: os anabatistas.

Os elementos mais conservadores da sociedade alemã saíram fortalecidos desta repressão aos camponeses, o que ajudou a manter o atraso na região, impedindo a formação de uma monarquia forte e centralizada. "1




A reforma protestante e a Igreja Católica


Durante a Idade Média, a Igreja Católica foi objeto de diversos movimentos que se propunham a reformar suas estruturas, corrigindo abusos do clero e recuperando a pureza original do Cristianismo. Entretanto, todos os autores dessas reformas - papas, bispos, fundadores de ordens religiosas - sempre foram pessoas pertencentes aos quadros da Igreja e incapazes de desligar-se dessa instituição, por mais que dela discordassem. Enfim, queriam arrumar a casa e não construir outra.


No final da Idade Média, entretanto, as insatisfações religiosas contra a Igreja acumulam-se de tal maneira que desembocaram num movimento de ruptura: a Reforma do século XVI. As graves críticas apresentadas contra a Igreja já não permitiam apenas arrumar internamente a casa. Os reformistas romperam definitivamente com a Igreja Católica, provocando a quebra efetiva da unidade do pensamento ocidental cristão.


A reforma representou um dos movimentos históricos fundamentais que marcaram o início dos tempos modernos, sendo motivada por um complexo conjunto de causas que ultrapassaram os limites da mera contestação religiosa à Igreja Católica. Isso porque o homem do século XVI refletia, no plano da religião, toda uma série de descontentamentos que se referiam às suas condições de vida material, tanto no plano político como no social ou no econômico.



AS PRINCIPAIS CAUSAS DA REFORMA


Existe todo um conjunto de causas religiosas, sócio-econômicas e políticas que ajudam a entender a Reforma.




CAUSAS RELIGIOSAS


Um clima de reflexão crítica e de inquietação espiritual espalhou-se entre diversos cristãos europeus. Com a utilização da imprensa, aumentou o número de exemplares da Bíblia disponíveis aos estudiosos. A divulgação da Bíblia e de outras obras religiosas contribuiu para a formação de uma vontade mais pessoal de entender as verdades divinas, sem a intermediação dos padres. Desse novo espírito de interiorização e individualização da religião, que levou ao livre exame das Escrituras, surgiram diferentes interpretações da doutrina cristã. Nesse sentido, podemos citar, por exemplo, uma corrente religiosa que, buscando apoio na obra de Santo Agostinho, afirmava que a salvação do homem somente era alcançada pela fé. Essas idéias opunham-se à posição oficial da Igreja, baseada em Santo Tomás de Aquino, pela qual a salvação do homem era alcançada pela fé e pelas boas obras.


Analisando o comportamento do clero, esses cristãos passaram a condenar energicamente uma série de abusos e de corrupções que estavam sendo praticados. (O alto clero de Roma estimulava inúmeros negócios envolvendo a religião, como, por exemplo, o comércio de relíquias sagradas espinhos que coroaram a fronte de Cristo, panos que embeberam o sangue de seu rosto, objetos pessoais dos Santos etc.). Além do comércio de relíquias sagradas, a Igreja passou a vender indulgências, isto é, o perdão dos pecados. Assim, mediante certo pagamento destinado a financiar obras da Igreja, os fiéis poderiam comprar a sua salvação.


No plano moral, a situação de inúmeros membros da Igreja também era lastimável, sendo o objeto de várias críticas. Multiplicavam-se os casos de padres envolvidos em escândalos amorosos, de monges que viviam bêbados como vagabundos e de bispos que somente acumulavam riquezas pessoais, vendiam os sacramentos e pouco se importavam com a religião.




CAUSAS SÓCIO-ECONÔMICAS


A concepção teológica da igreja, desenvolvida durante o Período Medieval, estava adaptada ao sistema feudal, que se baseava na economia fechada e na auto-suficiência dos feudos, onde o comércio subsistia apenas como atividade marginal. Por isso, a teologia tradicional católica condenava a obtenção do lucro excessivo, da usura, nas operações de comércio, defendendo a prática do preço justo.


Com o início dos tempos modernos, desenvolveu-se a expansão marítima e comercial, e dentro desse novo contexto a moral econômica da Igreja começou a entrar em choque com a atividade da grande burguesia. Essa classe, empenhada em desenvolver ao máximo as atividades comerciais, sentia-se incomodada com as concepções tradicionais da Igreja, que taxava de pecado a busca impetuosa do lucro. Assim, essa burguesia começou a sentir necessidade de uma nova ética religiosa, mais adequada ao espírito do capitalismo comercial. Essa necessidade ideológica da burguesia foi satisfeita, em grande parte, com a ética protestante, que surgiria com a Reforma. Convém frisar, entretanto, que nem todos os líderes reformistas estavam dispostos a incentivar as práticas do capitalismo. É o caso, por exemplo, de Lutero, que condenava severamente o luxo e a usura, propondo para os cristãos um ideal de vida modesto, em que não existiria a ansiedade pelo lucro e a vaidade pelas riquezas materiais.



CAUSAS POLÍTICAS


O século XVI foi um período de fortalecimento das monarquias nacionais. A Igreja Católica, com sede em Roma e falando latim, apresentava-se como instituição de caráter universal, sendo um fator de unidade do mundo cristão. Essas noções, entretanto, perdiam força, na medida em que os sentimentos nacionais desenvolviam-se com grande vigor. Cada Estado, com sua monarquia, sua língua, seu povo e suas tradições, estava mais interessado em auto afirmar-se enquanto nação do que em fazer parte de uma cristandade obediente à Igreja. Opondo-se ao papado e ao comando centralizador da Igreja Católica, a Reforma religiosa atendia aos anseios nacionalistas, permitindo a autonomia de Igrejas nacionais.



A DOUTRINA LUTERANA


Vejamos, rapidamente, uma síntese dos principais pontos da doutrina luterana:


.Igreja: proclamava a criação de Igrejas nacionais autônomas. O trabalho religioso poderia ser feito por pessoas não obrigadas ao celibato sacerdotal (obrigação de casar). Lutero aceitava a dependência da Igreja ao Estado. O idioma das cerimônias religiosas deveria ser aquele de cada nação e não o latim, que era o idioma oficial das cerimônias católicas.


.Rito Religioso: a cerimônia religiosa deveria obedecer a ritos mais simples, reduzindo a pompa existente nos cultos católicos. Santos e imagens foram abolidos.


.Livro Sagrado: A Bíblia era o livro sagrado do Luteranismo, representando a única fonte da fé. Sua leitura e interpretação deveriam se feitas por todos os cristãos. Lutero, em 1534, traduziu para o alemão um original grego da Bíblia.


.Salvação Humana: O homem se salva pela fé em Deu e não pelas obras que pratica.


.Sacramentos: preservaram-se como sacramentos básicos o batismo e a eucaristia.




A EXPANSÃO DO LUTERANISMO


Paralelamente aos problemas meramente religiosos, houve uma série de fatores sociais e econômicos que favoreceram a difusão das idéias de Lutero na Alemanha. Destacam-se, entre eles, o fato de grande parte das terras alemãs pertencerem à Igreja Católica, havendo grande interesse da nobreza em apossar-se dessas terras.


Nessa época, o que chamamos de Alemanha nada mais era do que um conjunto de principados e de cidades autônomas, não havendo, portanto, um país unificado, com autêntica unidade política. A região fazia parte dos domínios do Sacro Império Romano Germânico, controlado pela Dinastia dos Habsburgs, cujo imperador ficava na Espanha. O imperador era aliado do Papa e procurava, com isso, preservar certa unidade e poder sobre os príncipes alemães.


Com sede de poder e de riqueza, as classes elevadas (nobreza e burguesia) mostravam-se descontentes em relação à Igreja e ao comando do imperador. Por outro lado, as classes sociais menos favorecidas (camponeses e artesãos urbanos) também responsabilizavam a Igreja pela situação de miséria e de exploração de que eram vítimas. Havia, portanto, certo consenso entre as diversas classes sociais contra a Igreja.


Liderados por Thomas Münzer, os camponeses, a partir de 1524, organizaram uma série de revoltas contra sacerdotes ricos e nobres, donos de grandes propriedades de terra. De forma violenta, os camponeses lutavam pela posse de terra e pelo fim de exploração. As classes dominantes, então, uniram-se para dominar a revolta camponesa, contando com o apoio de Lutero, que publicou um manifesto cujo título trazia as seguintes palavras "Contra os bandos camponeses assassinos e ladrões...". Confrontos com os poderosos, os camponeses foram esmagados: morreram mais de cem mil e o líder Thomas Munzer foi decapitado.


Em troca de seu apoio às classes dominantes, Lutero conseguiu poderosos aliados entre a nobreza e a alta burguesia, que o auxiliaram a difundir sua doutrina religiosa pelo norte da Alemanha, pela Suécia, pela Dinamarca e pela Noruega. Foram esses aliados que, em 1529, protestaram contra a preservação das medidas tomadas pelo imperador contra Lutero, que impediam cada Estado de adotar sua própria religião. A partir desse protesto é que se difundiu o nome protestante para designar os cristãos não católicos.



Não sendo ouvidos pelo imperador, o grupo dos principais protestantes formou, em 1531, um liga político-militar (Liga de Smalkalde) para lutar contra as forças católicas ligadas ao imperador Carlos V. Somente em 1555 o imperador aceitou a existência oficial das Igrejas Luteranas, assinando com os protestantes a Paz de Augsburg. Era o reconhecimento jurídico final da separação religiosa do mundo cristão.




A REFORMA DE CALVINO


João Calvino (1509 - 1564) nasceu em Noyon, na França, e desenvolveu nesse país seus estudos de Teologia e de Direito. Influenciado por Guillaume Farel, aderiu às idéias protestantes. Quando, em 1534, as autoridades católicas francesas começaram a perseguir os suspeitos de heresias, Calvino fugiu para a Suíça, onde o movimento reformista já tinha se iniciado, sob a liderança de Ulrich Zwingli (1484-1531).


Em suas pregações, Zwingli dava maior importância do que Lutero à crença na predestinação dos homens para a salvação, valorizando menos o aspecto da justificação pela fé. Com seu espírito racionalista, Zwingli conquistou o apoio da burguesia mercantil da Suíça, que admirava a objetividade de suas ações e o lado prático de suas idéias. Seu trabalho religioso preparou o caminho para que ali se desenvolvessem as idéias de João Calvino.


Em 1536, Calvino publicou sua principal obra, a Instituição da Religião Cristã, na qual afirmava que o ser humano estava predestinado de modo absoluto a merecer o Céu ou o Inferno. Explicava Calvino que, por culpa de Adão, todos os homens já nasciam pecadores (pecado original), mas, Deus tinha elegido algumas pessoas para serem salvas, enquanto outras seriam condenadas à maldição eterna. Portanto, nada que os homens pudessem fazer em vida poderia alterar-lhes o destino, já previamente traçado. A fé, existente em algumas pessoas, poderia ser interpretada como um sinal de que elas pertenciam ao grupo dos eleitos por Deus à salvação. Tais pessoas, os eleitos, sentiriam dentro do seu coração um irresistível desejo de combater o mal que povoa o mundo, simplesmente para a glória de Deus. A prosperidade econômica de algumas pessoas, sua riqueza material, também passou a ser interpretada pelos seguidores de Calvino como um sinal da salvação predestinada.


Em 1538, Calvino foi expulso da Suíça, devido aos seus excessos de rigor e de autoritarismo. Entretanto, conseguiu retornar em 1541 e consolidou seu poder na cidade de Genebra, tornando-se senhor absoluto do Governo e da nova Igreja Calvinista, até o ano de 1561. Durante esse período, Genebra viveu um regime de caráter teocrático, em que se confundiam princípios religiosos e políticos.


Entre os órgãos criados pelo Governo calvinista, destacava-se o Consistório, encarregado da vigilância moral dos cidadãos e da solicitação de castigos ao Estado. Entre as atitudes condenadas pelo Calvinismo citam-se, por exemplo, o jogo, o culto a imagens, a dança, o adultério e a heresia, sendo que as penas impostas aos infratores variavam conforme a gravidade do crime. Muitos foram condenados à morte, figurando entre eles o médico Miguel de Servet, que foi queimado vivo por negar o pecado original.


Criou-se, com base no Calvinismo, um modelo ideal de homem, religioso e trabalhador, par quem o sucesso econômico e a conquista de riquezas eram um sinal da predestinação divina ao Paraíso. Essa ideologia foi muito bem aceita pela burguesia mercantil, na medida em que sua ganância pelo lucro era justificada pela ética religiosa. Identificando-se com a burguesia, o Calvinismo espalhou-se por diversas regiões da Europa, como França, Inglaterra, Escócia e Holanda - países onde se expandia o capitalismo comercial.



A REFORMA ANGLICANA


Henrique VIII (1509-1547), rei da Inglaterra, tinha sido durante certo tempo, um fiel aliado do Papa, recebendo deste o título de "Defensor da Fé". Entretanto, umas séries de fatores políticos e econômicos levaram também Henrique VIII a romper com a Igreja Católica e a fundar uma Igreja nacional na Inglaterra, isso é, a Igreja Anglicana.


Entre os principais fatores que provocaram a Reforma Anglicana, podemos destacar os seguintes:


* Fortalecimento da monarquia: a Igreja Católica exercia grande influência política dentro da Inglaterra, pois era dona de grande parte das terras e monopolizava o comércio de objetos sagrados. Para fortalecer o poder da monarquia inglesa, Henrique VIII teria que reduzir a influência do Papa dentro da Inglaterra;


* A posse das terras da Igreja: a nobreza capitalista inglesa tinha grande interesse econômico em apossar-se das terras da Igreja. Para que isso acontecesse era preciso unir-se em torno do rei, a fim de que os poderes da Igreja Católica se enfraquecessem;


* O pedido de divórcio do rei Henrique VIII: casado com a princesa espanhola Catarina de Aragão, Henrique VIII teve com ela uma filha para sucedê-lo no trono. Entretanto, o rei estava bastante descontente com seu casamento. Primeiro, devido à origem espanhola de sua esposa, já que a Espanha era inimiga da Inglaterra. Segundo, porque o rei desejava um herdeiro masculino e pretendia casar-se com Ana Bolena. Assim, em 1529 pediu ao Papa que anulasse seu matrimônio com Catarina de Aragão, mas deparou-se com a recusa do Sumo Pontífice. Apesar disso, Henrique VIII conseguiu que o alto clero inglês e o Parlamento reconhecessem a validade de suas intenções. Em 1534, o Parlamento inglês votou um Ato de Supremacia, pelo qual considerava Henrique VIII o chefe supremo da Igreja Nacional Anglicana. "Os ingleses, por juramento, deviam submeter-se a essa supremacia, caso contrário seriam excomungados e perseguidos pela justiça real. Houve pouca resistência, nela incluída a de Thomas Morus, que foi decapitado. Suprimiu-se o clero regular e seus bens, devolvidos à coroa, foram vendidos".


Após a criação da Igreja Anglicana, surgiu, com os sucessores de Henrique VIII, uma série de Lutas religiosas internas. Primeiro, tentou-se implantar, no governo de Eduardo VI (1547-1553), o Calvinismo no país. Depois, no governo de Maria Tudor (1553-1558), filha de Catarina de Aragão, houve a reação católica. Somente no governo de Elisabeth I (1558-1603) é que se consolidou a Igreja Anglicana, que permanece dominante no país até hoje. O calvinismo puritano conseguiu, entretanto, grande número de adeptos entre a burguesia, entretanto, grande número de adeptos entre a burguesia manufatureira. Foi dos puritanos que surgiram os grandes líderes da Revolução inglesa do Século XVII.



A FORMA E O CONTEÚDO DA REFORMA ANGLICANA


A Igreja Anglicana procurou desenvolver uma conciliação original entre o rito tradicional do catolicismo e o dogma de caráter protestante. Em outras palavras, mantinha-se nas cerimônias a forma católica (conservação da liturgia católica, da hierarquia eclesiástica etc.) e introduziam-se na doutrina elementos do conteúdo protestante (salvação pela fé, preservação de apenas dois sacramentos - batismo e comunhão etc.).


Essa foi a solução encontrada pela monarquia inglesa para favorecer, no país, a convivência social dos diferentes grupos religiosos rivais. Assim, de acordo com as circunstâncias históricas de cada momento, a monarquia inglesa dirigia a Igreja Anglicana para enfatizar a forma católica ou o conteúdo protestante. Se quisesse agradar aos protestantes, valorizava o conteúdo dos cultos; se quisesse agradar aos católicos, valorizava o rito formal das cerimônias.



A REFORMA CATÓLICA OU CONTRA-REFORMA


Diante dos movimentos protestantes, a reação inicial e imediata da Igreja Católica foi a de punir os líderes rebeldes, na esperança de que as idéias dos reformadores não se propagassem e o mundo cristão recuperasse a unidade perdida. Essa tática, entretanto, não deu bons resultados, já que o movimento protestante avançou pela Europa, conquistando crescente número de seguidores. Era forçoso, assim, reconhecer a ruptura protestante.


Diante disso, ganhou força dentro do Catolicismo um amplo movimento de moralização do clero e reorganização das estruturas administrativas da Igreja. Esse movimento de reformulação da Igreja Católica ficou conhecido como Reforma Católica ou Contra-Reforma. Seus principais líderes foram os Papas Paulo III (1534-1549, Paulo IV (1555-1559), Pio V (1566-1572) e Xisto V (1585-1590).


Todo um conjunto de medidas foi colocado em prática pelos líderes da Contra-Reforma, tendo em vista deter o avanço do protestantismo. Entre essas medidas, destacam-se as seguintes:


* Aprovação da Ordem dos Jesuítas: no ano de 1540, o Papa Paulo III aprovou a criação da Ordem dos Jesuítas ou Companhia de Jesus, que tinha sido fundada pelo militar espanhol Inácio de Loyola, em 1534. Inspirando-se na estrutura militar, os jesuítas consideravam-se os soldados da Igreja, sua tropa de elite, cuja missão era combater a expansão do protestantismo. Entretanto, o combate deveria ser travado com as armas do espírito, e para isso Inácio de Loyola escreveu um livro básico, chamado Os exercícios espirituais, em que se propunha a programar a conversão do indivíduo ao catolicismo, mediante técnicas de contemplação. A criação de escolas religiosas foi um dos principais instrumentos da estratégia dos jesuítas. Outra arma utilizada foi a catequese dos não-cristãos, isto é, os jesuítas empenharam-se em converter ao catolicismo os povos dos continentes recém-descobertos. O objetivo era expandir o domínio católico para os demais continentes;


* Convocação do Concílio de Trento: no ano de 1545, o Papa Paulo III convocou um Concílio, cujas primeiras reuniões foram realizadas na cidade de Trento, na Itália. Ao final de longos anos de trabalho, terminados em 1563, o Concílio apresentou um conjunto de decisões destinadas a garantir a unidade da fé católica e a disciplina eclesiástica. Reagindo às idéias protestantes, o Concílio de Trento reafirmou diversos pontos da doutrina católica, como, por exemplo:


- Salvação humana: depende da fé e das boas obras humanas. Rejeitava-se, portanto, a doutrina da predestinação;


- Fonte da fé: o dogma religioso tem como fonte a Bíblia, cabendo à Igreja dar-lhe a interpretação correta, e a tradição religiosa, conservada pela Igreja e transmitida às novas gerações. O Papa reafirmava sua posição de sucessor de Pedro, a quem Jesus Cristo confiou a construção de sua Igreja;


- A missa e a presença de Cristo: a Igreja reafirmou que no ato de eucaristia ocorria a presença real de Jesus no pão e no vinho. Essa presença real de Cristo era rejeitada pelos protestantes.


O Concílio de Trento determinou, ainda, a elaboração de um catecismo com os pontos fundamentais da doutrina católica, a criação de seminários para a formação dos sacerdotes e a manutenção do celibato sacerdotal;


* Restabelecimento da Inquisição: no ano de 1231 a Igreja Católica criou os Tribunais de Inquisição, que, com o tempo, reduziram suas atividades em diversos países. Entretanto, com o avanço do protestantismo, a Igreja decidiu reativar, em meados do século XVII o funcionamento da Inquisição, que se encarregou, por exemplo, de organizar uma lista de livros proibidos aos católicos, o Index librorum prohibitorum. Uma das primeiras relações de livros proibidos foi publicada em 1564.